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Fale apenas quando for necessário.
Pense no que vai dizer antes de abrir a boca. Seja breve e preciso já que cada vez que deixas sair uma palavra,deixas sair ao mesmo tempo uma parte de seu ‘Chi’ (energia). Desta maneira, aprenderás a desenvolver a arte de falar sem perder energia.
Nunca faças promessas que não possas cumprir.
Não te queixes, nem utilizes em teu vocabulário,palavras que projetem imagens negativas porque se produzirão ao redor de ti, tudo o que tenhas fabricado com tuas palavras carregadas de ‘Chi’. Se não tens nada de bom, verdadeiro e útil a dizer,é melhor se calar e não dizer nada.
Aprenda a ser como um espelho: observe e reflita a energia.
O próprio Universo é o melhor exemplo de um espelho que a natureza nos deu,porque o universo aceita, sem condições, nossos pensamentos,nossas emoções, nossas palavras, nossas ações,e nos envia o reflexo de nossa própria energia através das diferentes circunstâncias que se apresentam em nossas vidas.
Se te identificas com o êxito, terás êxito.
Se te identificas com o fracasso, terás fracasso. Assim, podemos observar que as circunstâncias que vivemos são simplesmente manifestações externas do conteúdo de nossa conversa interna.
Aprende a ser como o universo,escutando e refletindo a energia sem emoções densas e sem prejuízos.
Porque sendo como um espelho sem emoções aprendemos a falar de outra maneira. Com o poder mental tranquilo e em silêncio,sem lhe dar oportunidade de se impor com suas opiniões pessoais e evitando que tenha reações emocionais excessivas,simplesmente permite uma comunicação sincera e fluida.
Não te dês muita
importância, e sejas humilde,pois quanto mais te mostras
superior,inteligente e prepotente,mais te tornas prisioneiro de tua
própria imagem e vives em um mundo de tensão e ilusões.
Sê discreto,
preserva tua vida íntima,desta forma te libertas da opinião dos outros e
terás uma vida tranquila e benevolente, invisível, misteriosa,
indefinível, insondável como o ‘TAO’.
Não entres em competição com os demais, torna-te como a terra que nos nutre, que nos dá o necessário.
Ajuda ao próximo a perceber suas qualidades,a perceber suas virtudes, a brilhar. O espírito competitivo faz com que o ego cresça e, inevitavelmente, crie conflitos.
Tem confiança em ti mesmo.
Preserva tua paz interior evitando entrar na provocação e nas trapaças dos outros.
Não te comprometas facilmente.
Se agires de maneira precipitada, sem ter consciência profunda da situação, vais criar complicações.As pessoas não têm confiança naqueles que muito facilmente dizem “sim”, porque sabem que esse famoso “sim”não é sólido e lhe falta valor.
Toma um momento de silêncio interno para considerar tudo que se apresenta a ti e só então tome uma decisão.
Assim desenvolverás a confiança em ti mesmo e a Sabedoria. Se realmente há algo que não sabes,ou não tenhas a resposta a uma pergunta que tenham feito, aceite o fato. O fato de não saber é muito incômodo para o ego porque ele gosta de saber tudo, sempre ter razão e sempre dar sua opinião muito pessoal. Na realidade, o ego nada sabe,simplesmente faz acreditar que sabe.
Evite julgar ou criticar.
O ‘TAO’ é imparcial em seus juízos, não critica a ninguém,tem uma compaixão infinita e não conhece a dualidade. Cada vez que julgas alguém, a única coisa que fazes é expressar tua opinião pessoal,e isso é uma perda de energia,é puro ruído. Julgar, é uma maneira de esconder tuas próprias fraquezas. O Sábio a tudo tolera, sem dizer uma palavra.
Recorda que tudo que te incomoda nos outros é uma projeção de tudo que não venceu em ti mesmo.
Deixa que cada um resolva seus problemas e concentra tua energia em tua própria vida.
Quando tentas
defender-te, na realidade estás dando demasiada importância às palavras
dos outros, dando mais força à agressão deles. Se aceitas não
defender-te estarás mostrando que as opiniões dos demais não te
afetam,que são simplesmente opiniões,e que não necessitas convencer aos
outros para ser feliz.
Teu silêncio interno o torna impassível.
Faz uso regular do silêncio para educar teu ego,que tem o mal costume de falar o tempo todo. Pratique a arte do não falar. Toma um dia da semana para abster-se de falar. Ou pelo menos algumas horas no dia,segundo permita tua organização pessoal. Este é um exercício excelente para conhecer e aprender o universo do TAO ilimitado,ao invés de tentar explicar com palavras o que é o TAO.
Progressivamente,
desenvolverás a arte de falar sem falar, e tua verdadeira natureza
interna substituirá tua personalidade artificial, deixando aparecera luz
de teu coração e o poder da sabedoria do silêncio.
Graças a essa força, atrairás para ti tudo que necessitas para tua própria realização e completa liberação. Porém, tens que ter cuidado para que o ego não se infiltre…
O Poder permanece quando o ego se mantém tranquilo e em silêncio.
Se teu ego se impõe e abusa desse Poder. o mesmo Poder se converterá em um veneno,e todo teu ser se envenenará rapidamente.
Fica em silêncio, cultiva teu próprio poder interno.
Respeita a vida dos demais e de tudo que existe no mundo. Não force, manipule ou controle o próximo. Converta-te em teu próprio Mestre e deixa os demais serem o que são,ou o que têm a capacidade de ser. Dizendo em outras palavras, viva seguindo a vida sagrada do TAO.
Três coisas
agradam a todo o mundo: gentileza, frugalidade e humildade. Pois os
gentis podem ser corajosos, os frugais podem ser liberais e os humildes
podem ser condutores de homens.
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terça-feira, 4 de dezembro de 2012
A sabedoria do Silêncio Interno
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
OFERENDAS NA UMBANDA
OFERENDAS NA UMBANDA
“Vós
pouco dais quando dais de vossas posses.
É
quando dais de vós próprios que realmente dais.”
Gibran
Khalil Gibran
- Desde a mais longínqua antiguidade o ser humano sempre tentou alcançar as benesses de seres superiores, seus deuses, através de presentes que julgavam ser do agrado destes.
- Sem entrar muito profundamente na história de cada religião, podemos ver alusões a oferendas em todas elas, inclusive com matança de animais até mesmo no Antigo Testamento, tendo sido inclusive o fato de Jeová não ter aceito a oferenda de Caim tão bem quanto aceitou a de Abel o que desencadeou o ciúme, a inveja e o posterior assassinato de um pelo outro.
- É certo também que com o passar dos tempos, muitos hábitos antes tidos como fundamentais, foram se modificando em todas as Religiões e Seitas, baseados na pressuposição de que não teriam real fundamento porque o Deus que procuravam não poderia mais ser ligado a presentes materiais como os que então eram oferecidos.
• Aprendemos
que se entidades que não chegam a serem deuses, por não terem alcançado um
nível evolutivo maior, já não se prendem às coisas materiais, que dirá um Deus
ou mesmo um "Orixá", seja ele quem for. Por que então as oferendas na
Umbanda? Por acaso não seria para alcançar as benesses dos Orixás e do próprio
DEUS? Sabendo que os Orixás são irradiações puras do criador e não necessitam
dessas oferendas, então quem realmente as recebe?
• Quem
as recebe são entidades conhecidas como Elementais da Natureza, também
conhecidos por Espíritos da Natureza.
• Os
sábios da Antiguidade acreditavam que o mundo era formado por quatro elementos
básicos: terra, água, ar e fogo. Não obstante, com o transcorrer do tempo, a
ciência viesse a contribuir com maiores informações a respeito da constituição
da matéria, não tornou o conhecimento antigo obsoleto. A medicina milenar da
China, por exemplo, que já começa a ser endossada pelas pesquisas científicas
atuais, igualmente identifica os quatro elementos. Sob o ponto de vista da
magia, os quatro elementos ainda permanecem, sem entrar em conflito com as
explicações científicas modernas. Os magistas e ocultistas estabeleceram uma
classificação dos elementais sob o ponto de vista desses elementos,
considerando-os como forças da natureza ou tipos de energia.
• Os
elementais são entidades espirituais relacionadas com os elementos da natureza.
Lá, em meio aos elementos, desempenham tarefas muito importantes. Na verdade,
não seria exagero dizer inclusive que são essenciais à totalidade da vida no
mundo. Através dos elementais e de sua ação direta nos elementos é que chegam
às mãos do homem as ervas, flores e frutos, bem como o oxigênio, a água e tudo
o mais que a ciência denomina como sendo forças ou produtos naturais. Na
natureza, esses seres se agrupam segundo suas afinidades.
• Os
Elementais são os dinamizadores das energias das formas e integram-se aos
Elementos da Natureza. Essas famílias elementais, como as denominamos, estão
profundamente ligadas a este ou aquele elemento: fogo, terra, água e ar,
conforme a especialidade, a natureza e a procedência de cada uma delas.
• Protegem
os vegetais, os animais, os homens. Contribuem para acontecimentos diversos: tempestades,
chuvas, maremotos, terremotos... interferindo nos fenômenos “normais” da
Natureza sob o comando dos Engenheiros Espirituais que operam em nome de Deus,
que “não exerce ação direta sobre a matéria. Ele encontra agentes dedicados em
todos os graus da escala dos mundos”, como responderam os Venerandos Guias a
Kardec, na questão 536-b de “O Livro dos Espíritos”.
• São
eles:
· Silfos - os elementais do ar;
· Salamandras - os elementais do fogo;
· Ondinas - os elementais da água;
· Gnomos - os elementais da terra.
· Silfos - os elementais do ar;
· Salamandras - os elementais do fogo;
· Ondinas - os elementais da água;
· Gnomos - os elementais da terra.
• O
trato com Elementais pode ser perigosíssimo para os que não sabem se precaver,
e é por isso mesmo que na Umbanda, o trato com esses seres é feito através
daqueles que realmente sabem e podem, com segurança, determinar junto a eles as
diretrizes desse ou daquele trabalho.
- Não é que seja tão difícil entrar em contato com eles, o problema está, principalmente, na tendência dos humanos quererem fazer desses seres os seus "geninhos particulares", pensando que são mais inteligentes e podem comprá-los com as oferendas que colocam em certos lugares sem se preocuparem com mais nada. Em casos assim eles podem transformar-se em obsessores difíceis de serem afastados.
• Os
Elementais são amplamente utilizados em trabalhos de magia tanto positiva quanto
negativamente por entidades astrais. Quando uma entidade pede uma oferenda para
a realização deste ou daquele trabalho, estará solicitando a mesma para que
possa atrair e comandar certos elementais que têm ação direta sobre o tipo de
trabalho a ser executado.
• A
Entidade espiritual que já passou por um processo evolutivo não precisa comer
nem beber, muito menos de sangue de animais sacrificados, já os Elementais e
certos Espíritos Elementares (quiumbas e certos obsessores) sim, pois pertencem
a um nível astral quase igual ao nosso e
na verdade o que fazem é absorver a energia que emana desses elementos a eles
oferecidos e não da matéria propriamente dita.
• Quanto
às oferendas utilizadas na Umbanda são oferecidas exatamente na intenção de
liberarem ou como forma de canalizarem certas energias, que por sua vez serão
absorvidas e usadas para a realização do trabalho proposto.
• Existem
médiuns e assistentes dentro da Umbanda que acreditam piamente que só através
de oferendas é que conseguirão os seus objetivos e fazem isto com tanto
freqüência e fé que acabam “viciando” nesta prática a si mesmo e a entidade ou
entidades oferendadas. Deveriam saber que com uma simples oração, conseguiriam
seu intento, mas não o consegue por não estar habituado a fazer as coisas de
maneira simples e espiritualizada, ou seja, precisa da matéria, de uma muleta
psíquica para canalizar sua fé.
• É claro que em determinados momentos elas são
necessárias, mas não devem fazer parte do dia-a-dia do médium ou do consulente.
Devem ser orientadas, explicadas e justificadas. Antes de mais nada, um
verdadeiro umbandista deve sempre se preocupar em não poluir os reinos da
natureza, considerar sempre a lógica e não esquecer de que a Umbanda considera
a natureza como manifestação de Deus na terra, por tanto tem o dever
preservá-la.
• O
ideal é realizá-la dentro de um terreiro de Umbanda
Como preparar uma oferenda?
• Os
primeiros ingredientes, aqueles que não podem faltar em nenhuma oferenda são fé
e amor, desde a colheita, escolha ou compra dos ingredientes, o preparo
até a entrega em um ponto de força da natureza de todos os elementos a serem
ofertados.
• Um
bom banho de folhas é um princípio fundamental, pois imprescindível estar
limpo de corpo e alma para oferecer algo ao divino.
• Vestir-se
de branco demonstra respeito e ajuda no processo da oferenda.
• No
processo de oferenda, não pode jamais faltar concentração, oração e intenção.
• Cânticos
ou pontos das entidades são a mais pura essência desse processo, este gesto
cria uma sintonia entre os plano material e o plano espiritual.
• Relacionei,
a seguir, alguns exemplos de oferendas, baseadas nos ensinamentos da Umbanda
Esotérica de W. W. da Matta e Silva – Mestre Yapacani :
• Oxalá
– pão, canjica, azeite, suco de uva (alguns utilizam vinho branco puro),
frutas, cravos ou jasmins brancos e vela branca comum. O lugar mais indicado é
a beira de um rio, às margens de uma cachoeira, ou na falta destes, na entrada
de uma mata ou bosque, em um Domingo, dia regido pelo Sol.
• Iemanjá
– ovo cozido, água de coco verde (alguns utilizam também o champanha), perfume
(ou essência) de qualquer natureza sobre algodão, flores diversas, velas amarelas.
Devemos fazer a oferenda na praia e, quando no interior, em uma lagoa. O melhor
dia é a Segunda-Feira, regido pela Lua.
• Xangô
- batata-doce, espigas de milho verde, postas de coco ou abóbora; cerveja
preta ou vinho misturado com leite de coco; fumo na forma de charuto ou cigarro
de palha; velas marrons e flores. O melhor dia é Quinta-feira (ligado a
Júpiter) e as oferendas devem ser colocadas nas cachoeiras ou pedreiras.
• Ogum
– aipim, frutas diversas, fumo na forma de charutos ou cigarros de palha, velas
na cor vermelha , espada de São Jorge, flores como crista-de-galo, palmas
vermelhas, cerveja branca ou vinho misturado com chá preto. O melhor dia seria
Terça-feira (ligado a Marte). Os locais de entrega podem ser na mata ou na
beira da praia, dependendo se o caboclo trabalha com o mar ou com a mata (Ogum
Beira-Mar, Sete Ondas, etc, trabalham com Mar; Ogum Rompe-Mato, 7 Espadas, etc,
trabalham com Mata).
• Oxóssi
– mel de abelha, frutas, hortelã, cerveja branca, vinho, fumo na forma de
charutos ou cigarros de palha, velas verdes, folhas de bananeira. Melhor dia
Sexta-feira (Vênus), e o local é a mata.
• Yorimá
(pretos-velhos) – tutu de feijão, milho, abóbora, farinha torrada com sal, café
amargo ou vinho tinto, flores e frutas diversas, arruda, cachimbo e fumo de
rolo, velas brancas ou brancas e pretas (alguns lugares utilizam a vela roxa).
Melhor dia é Sábado (Saturno) e o local mais apropriado é na Mata, na base do
tronco de árvores frondosas.
• Yori
(crianças) – cocadas, doces diversos, maçã, amendoim, sucos, refresco de
guaraná, manjar branco, rosas, flores diversas e frutas diversas, velas
cor-de-rosa, azuis ou brancas. Melhor dia: Quarta-feira (Mercúrio). Os locais
mais indicados são os campos abertos e os jardins floridos.
• Exu
– Encruzilhada preferivelmente de terra, uma garrafa de cachaça, 1 vela preta e
vermelha, 1 charuto e uma caixa de fósforos: após agradecer a Entidade o que
ela lhe tem feito de bom, abra a cachaça, derrame um pouco na terra. Acenda a
vela, acenda o charuto, de 3 baforadas, e coloque o mesmo sobre a caixa de
fósforos entreaberta.
• Pomba-Gira
– Três rosas vermelhas, 1 carteira de cigarrilhas, um garrafa de licor de anis,
uma vela preta e vermelha. Procedimento como acima. Atenção a encruzilhada para
Pomba gira é aquela em T.
• O
intuito da oferenda também faz diferença :
• Se for para pedidos materiais, deve-se
utilizar número par de velas, flores, etc;
• Caso
seja pedido espiritual ou de ordem mediúnica, o número deve ser ímpar.
• As
fases da Lua também são levadas em consideração ao fazermos as oferendas.
• Esta
regra é válida para todos os orixás.
Um grande Caboclo dirigente de um
terreiro de Umbanda sempre ao se deparar
com médiuns e assistência lhe perguntando sobre qual oferenda deveria entregar no dia de determinado Orixá,
resolveu então passar uma receita básica que pode ser utilizada para qualquer
Orixá ou Entidade.
Chamou o Cambono e lhe disse, anote aí meu filho:
“Material necessário:
· 01 pacote de amor, em pó, para que qualquer brisa possa espalhar entre as pessoas que estiverem perto ou longe de você;
· 01 pedaço (bem generoso) de fé, em estado rochoso, para que ela seja inabalável;
· Algumas páginas de estudo doutrinário, para que você possa entender as intuições que recebe;
· 01 pacote de desejo de fazer caridade desinteressada, em retribuição, para não "desandar" a massa.
Modo de Preparo:
Junte tudo isto num alguidar feito com o barro da resignação e determinação e venha para o terreiro.
Coloque em frente ao Congá e reze a seguinte prece:
"Pai, recebe esta humilde oferenda dada com a totalidade da minha alma e revigora o meu Ser para que eu possa ser um perfeito veículo dos teus enviados.
· 01 pacote de amor, em pó, para que qualquer brisa possa espalhar entre as pessoas que estiverem perto ou longe de você;
· 01 pedaço (bem generoso) de fé, em estado rochoso, para que ela seja inabalável;
· Algumas páginas de estudo doutrinário, para que você possa entender as intuições que recebe;
· 01 pacote de desejo de fazer caridade desinteressada, em retribuição, para não "desandar" a massa.
Modo de Preparo:
Junte tudo isto num alguidar feito com o barro da resignação e determinação e venha para o terreiro.
Coloque em frente ao Congá e reze a seguinte prece:
"Pai, recebe esta humilde oferenda dada com a totalidade da minha alma e revigora o meu Ser para que eu possa ser um perfeito veículo dos teus enviados.
Amém."
Pronto!
Você acabou de fazer a maior oferenda que qualquer Orixá, Guia ou Entidade pode desejar ou precisar:
Você se dispôs a ser um MÉDIUM!”
BIBLIOGRAFIA
• Mistérios
e Práticas na Lei de Umbanda - W.W. da Matta e Silva
• Umbanda
- A Proto-Síntese Cósmica - F. Rivas Neto
• O
Livro dos Espíritos - Alan Kardec
• Os
espíritos da Natureza - Paracelso
• O
Profeta - Gibran Khalil Gibran
• Pesquisa
na internet
Palestra proferida na
Fraternidade Espírita Monsenhor Horta
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
Primavera de 2012
Autor - Rômulo Pimenta
quinta-feira, 28 de junho de 2012
CURSO DE FORMAÇÃO - TERAPEUTA QI GONG EM BELO HORIZONTE - MG
O Curso de Formação de Terapeuta Qi Gong propõe a descoberta de uma nova dimensão do Ser, através da exploração progressiva da Vitalidade (Jing), da Energia (Qi) e do Espírito (Shen), permitindo assim, não só uma correta aquisição de competências técnicas que propiciarão aos praticantes o tratamento de desequilíbrios energéticos em si mesmo e em outros, como também uma natural evolução da Consciência.
Com um conteúdo inédito em cursos da área de Terapias Energéticas, terá duração total de 2 anos, ao final dos quais o aluno poderá candidatar-se a um exame que outorga o grau de Terapeuta Qi Gong.
Ao longo do 1º ano do curso, serão transmitidos vários estilos de Qi Gong, com as indicações terapêuticas, contra-indicações, visualizações adequadas a cada exercício, além de práticas assíduas de Meditação e Tai Chi Chuan.. As cadeiras teóricas incidirão sobre Filosofia Chinesa, Fisiologia, Anatomia e Diagnóstico Energético, dentro dos parâmetros da Medicina Tradicional Chinesa.
No decorrer do 2º ano, a formação terá ênfase no estudo e prática do Qi Gong Medicinal, voltado ao tratamento dos desequilíbrios energéticos através da projeção da energia pelas mãos e também no aprofundamento dos conteúdos estudados no módulo I.
CONTEÚDO
PROGRAMÁTICO
MÓDULO I
- Filosofia Chinesa
- Fisiologia e Anatomia Energética
- Diagnóstico Energético
- Estudo e prática dos sistemas de Qi Gong – Ba Duan Ji, Shi Ba Shi, Nei Kung, Zhan Zhuang, Camisa de Ferro, Ba Han Sheng, Qi Gong dos Meridianos, Qi Gong do Dragão, Qi Gong do Tigre, Fa Lun Gong, Seis Sons de Cura.
- Práticas de Meditação
- Práticas de Tai Chi Chuan
O objetivo deste módulo é preparar o praticante física e energéticamente para a prática terapêutica do Qi Gong e ao mesmo tempo lhe proporcionar conhecimento de práticas energéticas que poderão ser utilizados na formação de grupos de Qi Gong ou mesmo transmitidos individualmente.
MÓDULO II
- Prática de Qi Gong e Meditação estudados no Módulo I
- Práticas de canalização de energia e sensibilização das mãos
- Práticas de proteção energética
- Estudo e prática de símbolos, mudras e mantras utilizados na prática do Qi Gong medicinal
- Estudo dos programas técnicos de Qi Gong medicinal utilizados no tratamento dos desequilíbrios energéticos
- Prática ambulatorial
Ao término deste módulo, o praticante estará apto a atuar terapeuticamente nos mais variados desequilíbrios energéticos que afetam os diversos reinos (mineral, vegetal, animal e humano), utilizando-se da projeção de Qi.
- Informações pelos fones - (31) 3462-7921 – Rômulo
domingo, 20 de novembro de 2011
A GRANDE INVOCAÇÃO
DO PONTO DE LUZ NA MENTE DE DEUS,
FLUA LUZ ÀS MENTES HUMANAS;
QUE A LUZ DESÇA À TERRA.
DO PONTO DE AMOR NO CORAÇÃO DE DEUS,
FLUA AMOR AOS CORAÇÕES HUMANOS;
QUE AQUELE QUE VEM VOLTE À TERRA.
DO CENTRO ONDE A VONTADE DE DEUS É CONHECIDA,
GUIE O PROPÓSITO TODAS AS PEQUENAS VONTADES HUMANAS;
O PROPÓSITO QUE OS MESTRES CONHECEM E A QUE SERVEM.
DO CENTRO A QUE CHAMAMOS A RAÇA HUMANA,
CUMPRA-SE O PLANO DE AMOR E LUZ;
E QUE ELE VEDE A PORTA ONDE MORA O MAL.
QUE A LUZ, O AMOR E O PODER
RESTABELEÇAM O PLANO NA TERRA.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
A ARTE DA NÃO ESPADA
Daisetz T. Suzuki foi um dos maiores divulgadores do Zen no Ocidente. Em um livro brilhante (O Zen e a Cultura Japonesa), conta a história de Bokuden, um samurai que praticava a arte da não espada. O que é a arte da não espada? Para definir, Suzuki narra essa história. Em um barco, atravessando um lago enorme, iam vários passageiros, incluindo dois samurais, que se reconheceram rapidamente pelas longas espadas que carregavam. Um deles era Bokuden, o outro era um samurai, por assim dizer, meio fanfarão. O samurai fanfarão desafiou Bokuden para ver quem dos dois era o melhor em seu ofício. Mas Bokuden lhe disse que não poderia lutar, porque praticava a arte da não espada. O samurai fanfarão se enraiveceu pensando que Bokuden estava zombando dele na frente dos outros passageiros e redobrou o seu desejo de lutar. No final Bokuden concordou e disse ao barqueiro para se aproximar da praia com o barco. Quando eles estavam perto da areia, com os passageiros tensos em razão da eminente batalha dos dois samurais, Bokuden convida o samurai fanfarão a vir até à praia, o que o fez saltar espetacularmente do barco sacando sua espada. Bokuden imperturbável e, sem descer do barco, pediu o remo ao barqueiro, o encostou na areia e empurrou o barco de volta para o centro do lago, com grande precisão e força. O samurai fanfarão ficou imóvel, vendo o barco com seu rival e os passageiros se distânciarem. "Esta é a arte da não espada", gritou Bokuden.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
SINTAXES
Sintaxe
Um homem contemplando suas equações
disse que o universo teve um começo.
Existiu uma explosão, disse ele.
Um senhor estrondo, e nasceu o universo.
E o universo ainda está em expansão, disse ele.
Ele calculou até mesmo a duração de sua vida:
dez bilhões de revoluções da Terra ao redor do sol.
Todo o globo aplaudiu;
Acharam tais cálculos cientificamente certos.
Ninguém percebeu que, propondo um início para o universo,
o homem simplesmente refletiu a sintaxe de sua língua pátria;
uma sintaxe que exige começos, como um nascimento,
e desenvolvimento, como maturação,
e um final, como a morte, para a realização de qualquer evento.
O universo teve um início,
e está envelhecendo, garantiu-nos tal homem,
e ele irá morrer, já que tudo morre,
como ele mesmo morreu depois de confirmar matematicamente
a sintaxe de sua língua pátria.
Sintaxe II
O universo teve realmente um começo?
A teoria do “big-bang” é realmente correta?
Essas não são perguntas, embora pareçam ser.
A sintaxe que exige começo, desenvolvimento
e término para a descrição de fatos é realmente a única que existe?
Essa é a questão real.
Existem outras sintaxes.
Existe uma, por exemplo, que indica a variação
de intensidade como um fato.
Nessa sintaxe nada tem um começo ou um fim;
desse modo, o nascimento não é algo claro e definido,
mas um tipo específico de intensidade,
do mesmo modo que o amadurecimento e a morte.
Um homem que use tal sintaxe, contemplando suas equações, descobre que
calculou suficientes variações de intensidade
e pode então dizer com autoridade
que o universo não teve um início
e não terá um fim,
mas que ele sempre existiu, existe e existirá
através de intermináveis flutuações de intensidade.
Tal homem pode muito bem concluir que o próprio universo
é a carruagem da intensidade
e que é possível abordá-la
para viajar por caminhos que modificam-se incessantemente.
Ele irá descobrir tudo isso, e muito mais,
talvez sem nunca perceber
que está simplesmente confirmando
a sintaxe de sua língua pátria.
C.C.
Um homem contemplando suas equações
disse que o universo teve um começo.
Existiu uma explosão, disse ele.
Um senhor estrondo, e nasceu o universo.
E o universo ainda está em expansão, disse ele.
Ele calculou até mesmo a duração de sua vida:
dez bilhões de revoluções da Terra ao redor do sol.
Todo o globo aplaudiu;
Acharam tais cálculos cientificamente certos.
Ninguém percebeu que, propondo um início para o universo,
o homem simplesmente refletiu a sintaxe de sua língua pátria;
uma sintaxe que exige começos, como um nascimento,
e desenvolvimento, como maturação,
e um final, como a morte, para a realização de qualquer evento.
O universo teve um início,
e está envelhecendo, garantiu-nos tal homem,
e ele irá morrer, já que tudo morre,
como ele mesmo morreu depois de confirmar matematicamente
a sintaxe de sua língua pátria.
Sintaxe II
O universo teve realmente um começo?
A teoria do “big-bang” é realmente correta?
Essas não são perguntas, embora pareçam ser.
A sintaxe que exige começo, desenvolvimento
e término para a descrição de fatos é realmente a única que existe?
Essa é a questão real.
Existem outras sintaxes.
Existe uma, por exemplo, que indica a variação
de intensidade como um fato.
Nessa sintaxe nada tem um começo ou um fim;
desse modo, o nascimento não é algo claro e definido,
mas um tipo específico de intensidade,
do mesmo modo que o amadurecimento e a morte.
Um homem que use tal sintaxe, contemplando suas equações, descobre que
calculou suficientes variações de intensidade
e pode então dizer com autoridade
que o universo não teve um início
e não terá um fim,
mas que ele sempre existiu, existe e existirá
através de intermináveis flutuações de intensidade.
Tal homem pode muito bem concluir que o próprio universo
é a carruagem da intensidade
e que é possível abordá-la
para viajar por caminhos que modificam-se incessantemente.
Ele irá descobrir tudo isso, e muito mais,
talvez sem nunca perceber
que está simplesmente confirmando
a sintaxe de sua língua pátria.
C.C.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
A BATALHA DE TIAN, O HOMEM CÓSMICO
RESGATANDO A IDENTIDADE
DOS REINOS MUTANTES
“A cada luminaria de su piel le puso un NOMBRE, como nombre tiene cada estrella, y cada una de ellas representaba una función en la totalidad, siendo a su vez cada una totalizadora. Y en cada lugar, descubrió que con la intención, con el tacto, con el sentido, con el frío y con el calor, podía hacer recuperar el equilibrio luminoso de su totalidad, y de esa forma recordarle al hombre cual era la posición que le correspondía en el Universo.”
La Estrella Fugaz
J. L. Padilla Corral
Em meio ao turbilhão de nossas vidas, vamos sendo inconscientemente arrastados para longe do Caminho de Liberdade e Criatividade que nos foi dado trilhar, transformados em robôs a serviço das hostes exploradoras do universo. Trabalho, família, lazer, estudos, amizades, todas as formas de socialização acabam, se estamos trabalhando “no automático”, borrando a mensagem original que trazemos estampada em nosso projeto de existência, transformando a nossa vida em uma enfadonha e tediosa repetição de padrões e chavões que nem ao menos são de nossa autoria, nos transformando em seres sem IDENTIDADE, meros escravos esquecidos de nossa HERANÇA E DESTINO CÓSMICOS.
Nesta batalha de resgate da nossa Essência Celeste, devemos usar de todas as possibilidades que tivermos em mãos para evitar e desfazer este processo perverso, se quisermos desfrutar de uma vida rica, plena e (a)venturosa.
Minha amiga e maestra Cris me orientou, segundo ensinamentos do mestre Padilla, a ativar através de massagem, o ressonador Xi do Meridiano do Rim (Shuiquan – Origem da Água) durante os três primeiros dias da lua nova, como forma de resgatar a identidade do Reino Mutante da Água.
Segundo a Tradição, os ressonadores Xi (também chamados de Alarme ou de Acúmulo), possuem a propriedade de relembrar ao Reino Mutante correspondente a Idéia Original impressa em seu destino.
A Lua, símbolo do Yin, do feminino, do inconsciente, do Nagual, dos ritmos biológicos, descortina possibilidades de acessar nossa ancestralidade, nossas origens, a pura fonte de onde brotam nossas virtudes, quando trabalhamos motivados pela energia de seus movimentos/fases.
Inspirado nestas idéias, desenvolvi um sistema de trabalho para resgatar a identidade dos Reinos Mutantes através de estímulos aos ressonadores Xi das Vias de Luz dos órgãos, conjugados às fases lunares correspondentes. Também agreguei a cada etapa do trabalho uma citação do Tratado de Sanación en el Arte del Soplo referente a cada Reino, procurando desta maneira estimular uma postura meditativa nas Virtudes Originais que buscamos desvelar neste processo.
O desenrolar deste “novelo” resultou nesta “novela”, como já dizia um antigo Mestre Taoísta Espanhol.
VIAJANDO PELOS REINOS
SOB A MUTANTE LUZ DA LUA
O MAPA DA VIAGEM
O Mapa que me foi dado para esta Viagem é o dos Cinco Reinos Mutantes, com o Reino da Terra ocupando a posição central, rodeada pelos outros Quatro Reinos (Água, Madeira, Fogo e Metal), onde a energia sempre circula de um Reino a outro passando pelo centro, pois, segundo nos conta a Tradição, esta formação, além de ser na forma de Cruz, simbolizando o Perfeito, coloca a Terra como centro de todos os processos, espaço de transformação e distribuição das energias; o grande Servidor.
O ritmo desta viagem será definido pelas quatro fases do ciclo lunar, onde a Lua Nova corresponderá ao Reino da Água, a Lua Crescente ao Reino da Madeira, a Lua Cheia ao Reino da Fogo e a Lua Minguante ao Reino do Metal. Caberá ao Reino da Terra, como já foi exposto, o papel de elemento de transição entre os Reinos, sendo sua Energia trabalhada no último dia de cada fase lunar e a dos demais no primeiro dia (o número de dias pode variar de um a três, de acordo com a inspiração do praticante). Cabe agora estabelecermos nosso roteiro, o Caminho Sanador que percorreremos nesta missão de resgate dos Reinos perdidos nas sombras do esquecimento de si mesmos.
Começaremos nossa caminhada pelo Reino da Água, morada da mais absoluta imobilidade onde repousa a Semente de todo movimento. É também o sítio onde são guardadas as energias que herdamos do Céu e cujo destino viemos cumprir. Estimularemos o ressonador Xi do Rim (R5-Shuiquan-Origem da Água), no primeiro dia da Lua Nova.
Faremos nossa primeira passagem pelo Reino da Terra, que como já dissemos é o Reino da transformação e distribuição, da grande Generosidade, onde faremos estimulação no ressonador Xi do Baço-Pâncreas (BP8-Diji-Força Motriz da Primeira Matéria), no último dia da Lua Nova, preparando a chegada do Reino da Madeira.
No primeiro dia da Lua Crescente entramos no Reino da Madeira, lugar de toda decisão e movimento, casa da Justiça e da Sinceridade, quando estimularemos o ressonador Xi do Fígado (F6-Zhongdu-Totalidade Central).
Nova passagem pelo Reino da Terra, no último dia da Lua Crescente, estimulando outra vez BP8-Diji, agora preparando a entrada no Reino do Fogo, sede do Shen, o Espírito do Conhecimento, onde no primeiro dia da Lua Cheia estimularemos o ressonador Xi do Coração (C6-Shigong-Pedra Sonora do Templo de Jade)
No último dia da Lua Cheia, passamos mais uma vez pela Terra, com nova estimulação em Diji-BP6 e entraremos no Reino do Metal, fiel depositário dos valores e virtudes do Rei, estimulando o ressonador do Pulmão (P6-Kongzui-Comunicação com o Superior) no primeiro dia da Lua Minguante.
E assim, de forma sucessiva e cíclica, teremos a oportunidade de trabalharmos o resgate da Energia Original desenhada para os Reinos, por ocasião de cada fase lunar, acompanhada das meditações específicas para cada um, como veremos no esquema a seguir.
Reino da Água
Ressonador Xi do Rim - R5 - Shuiquan (Origem da Água)
Estimular com massagem no primeiro dia da LUA NOVA.
Meditação
“Nace así la manifestación final de esta entidad visceral, que es LA FIRMEZA:
la firmeza en lo fundamental, en el quehacer, en esa RESPONSABILIDAD.
La firmeza del agua, que se adapta a cualquier recipiente sin dejar de ser agua;
La firmeza del agua que se mezcla con otros compuestos pero sigue siendo agua;
La firmeza del río que sortea los obstáculos pero siempre llega al mar.”
Reino da Madeira
Ressonador Xi do Fígado - F6 - Zhongdu (Totalidade Central)
Estimular com massagem no primeiro dia da LUA CRESCENTE.
Meditação
“El único vehículo que puede hacer posible la DECISIÓN en su momento adecuado
y evitar la aparición de la violencia, de la cólera inesperada e improcedente,
es La Verdad, La Sinceridad.
La Verdad en cada instante, en cada momento,
es la que hace posible la permanente decisión que siempre se ajusta a la situación.
La aliada de la mentira que hace imposible la decisión y favorece la ira y la cólera es la justificación, justificación para mentir, para decir verdades a medias,
para palabras mal interpretadas...
Con la Sinceridad, la decisión se vuelve el viento continuo
que transporta el fruto de la generosidad del hígado.”
Reino do Fogo
Ressonador Xi do Coração - C6 – Shigong (Pedra Sonora do Templo de Jade)
Estimular com massagem no primeiro dia da LUA CHEIA.
Meditação
“En el corazón encontramos la posibilidad de que el hombre recupere su identidad,
su nobleza, su intención, y se convierta en lo que es. Por eso, al recuperar el poder
del Emperador, el hombre manifiesta al exterior la autenticidad de su identidad.
Y, a través de LA PALABRA, que es la expresión del corazón —y que es um recuerdo del sonido del universo— lo que hace es identificarse en la posición que le corresponde dentro de ese universo, con el designio que para él está escrito en las estrellas.
Así debe ser el Emperador.”
Reino do Metal
Ressonador Xi do Pulmão - P6 – Kongzui (Comunicação com o Superior)
Estimular com massagem no primeiro dia da LUA MINGUANTE.
Meditação
“En el pulmón se encuentra el ALMA INSTINTIVA.
Las almas son las formas particulares de los espíritus universales.
Y el alma que alberga el pulmón, es la materialización de la energía cósmica
de las experiencias colectivas, por eso en él se almacena el RECUERDO,
el recuerdo instintivo universal, no solamente de su
especie sino de todas las demás especies y criaturas del universo.
El recuerdo permanente de lo que somos y de lo que tenernos que ser,
de lo que tenernos que hacer y hacia dónde tenemos que ir.”
Reino da Terra
Ressonador Xi do Baço-Pâncreas- BP8 – Diji(Força Motriz da Primeira Matéria)
Estimular com massagem no último dia de cada fase da lua,
preparando a energia do Reino Mutante seguinte.
Meditação
“Y en el Bazo, por conocer el todo, radica LA REFLEXIÓN.
La reflexión del bazo es un instante de silencio, un segundo de encontrarse,
una opción encaminada a recoger todos los acontecimientos que ocurren
en nuestro camino y darles un sentido, para poder luego,
sin obsesionarse, relacionarlos con el acontecimiento actual.
Cuando la reflexión es trascendente está ligada a la alegría de vivir,
está matizada por el recuerdo, por la nostalgia...
entonces es una reflexión ágil, mantenida. Cuando la reflexión trasciende su esquema
de seguridad, entonces adquiere el esquema del compromiso.
Así la reflexión construye, minuto a minuto, día a día, el rompecabezas que sitúa
nuestro hacer, nuestra actitud, dentro del plan universal.”
Lembrando que estas práticas, como tudo em nossa vida, devem ser feitas sob a inspiração dos ditames do CÉU. Assim, sugiro que iniciemos e encerremos estes trabalhos com uma postura de Meditação e Oração, para que o estímulo dos ressonadores seja mediado por uma INTENÇÃO de qualidade superior.
VIAJANDO NO VENTO
Ciente que o mais importante em todo processo Sanador é a Simplicidade e a Reta Intenção, tomo a liberdade de sugerir mais alguns procedimentos que, usados com consciência, poderão acrescentar em qualidade ao trabalho.
- O canto dos ressonadores – durante o processo de estímulo, podemos cantar/chamar os ressonadores pelos seus nomes originais.
- Mentalização de cores – sabendo que cada Reino Mutante tem uma cor que lhe é especifica, podemos visualizar a cor correspondente durante o estímulo ao ressonador, ou seja, azul para a Água, verde para a Madeira, vermelho para o Fogo, branco para o Metal e amarelo para a Terra.
- Direção – podemos nos voltar para o ponto cardeal relativo ao Reino Mutante, para recebermos as energias específicas que provêem de cada direção. Assim, nos voltamos para o Norte enquanto trabalhamos com o Reino da Água, para o Leste com a Madeira, para o Oeste com o Metal, para o Sul com o Fogo e quando trabalharmos a Terra, nos voltaremos para o ponto cardeal do Reino seguinte, por exemplo, se estivermos trabalhando com o Reino da Terra no último dia da fase lunar crescente (Madeira), nos voltaremos para o Sul preparando a energia do Reino Mutante do Fogo.
- Respiração – através do trabalho respiratório, inspirar a Energia do Céu e leva-la até o ressonador que estivermos estimulando.
Podemos assim agregar a este Trabalho Sanador diversos procedimentos, além dos citados, como Qi Gong, Puntura, etc, de acordo com o conhecimento, a criatividade e inspiração de cada um.
Para finalizar, gostaria de agradecer as dádivas que o Espírito da Vida tem me proporcionado e a oportunidade de retribuí-las, estando “Samurai”.
BIBLIOGRAFIA
La Estrella Fugaz – J.L.Padilla Corral
Tratado de Sanación em el Arte del Soplo – J.L.Padilla Corral
La Resurrección de lo Mediocre – J.L.Padilla Corral
Dicionário de Símbolos – Jean Chevalier/ Alain Gheerbrant
Dedico este singelo trabalho à minha amiga e Maestra Cris, cujo conhecimento e carinho inspiraram a sua realização.
Rômulo Pimenta
Escola Nei Jing-Belo Horizonte
Verão de 2010
Ano do Tigre de Metal
DOS REINOS MUTANTES
“A cada luminaria de su piel le puso un NOMBRE, como nombre tiene cada estrella, y cada una de ellas representaba una función en la totalidad, siendo a su vez cada una totalizadora. Y en cada lugar, descubrió que con la intención, con el tacto, con el sentido, con el frío y con el calor, podía hacer recuperar el equilibrio luminoso de su totalidad, y de esa forma recordarle al hombre cual era la posición que le correspondía en el Universo.”
La Estrella Fugaz
J. L. Padilla Corral
Em meio ao turbilhão de nossas vidas, vamos sendo inconscientemente arrastados para longe do Caminho de Liberdade e Criatividade que nos foi dado trilhar, transformados em robôs a serviço das hostes exploradoras do universo. Trabalho, família, lazer, estudos, amizades, todas as formas de socialização acabam, se estamos trabalhando “no automático”, borrando a mensagem original que trazemos estampada em nosso projeto de existência, transformando a nossa vida em uma enfadonha e tediosa repetição de padrões e chavões que nem ao menos são de nossa autoria, nos transformando em seres sem IDENTIDADE, meros escravos esquecidos de nossa HERANÇA E DESTINO CÓSMICOS.
Nesta batalha de resgate da nossa Essência Celeste, devemos usar de todas as possibilidades que tivermos em mãos para evitar e desfazer este processo perverso, se quisermos desfrutar de uma vida rica, plena e (a)venturosa.
Minha amiga e maestra Cris me orientou, segundo ensinamentos do mestre Padilla, a ativar através de massagem, o ressonador Xi do Meridiano do Rim (Shuiquan – Origem da Água) durante os três primeiros dias da lua nova, como forma de resgatar a identidade do Reino Mutante da Água.
Segundo a Tradição, os ressonadores Xi (também chamados de Alarme ou de Acúmulo), possuem a propriedade de relembrar ao Reino Mutante correspondente a Idéia Original impressa em seu destino.
A Lua, símbolo do Yin, do feminino, do inconsciente, do Nagual, dos ritmos biológicos, descortina possibilidades de acessar nossa ancestralidade, nossas origens, a pura fonte de onde brotam nossas virtudes, quando trabalhamos motivados pela energia de seus movimentos/fases.
Inspirado nestas idéias, desenvolvi um sistema de trabalho para resgatar a identidade dos Reinos Mutantes através de estímulos aos ressonadores Xi das Vias de Luz dos órgãos, conjugados às fases lunares correspondentes. Também agreguei a cada etapa do trabalho uma citação do Tratado de Sanación en el Arte del Soplo referente a cada Reino, procurando desta maneira estimular uma postura meditativa nas Virtudes Originais que buscamos desvelar neste processo.
O desenrolar deste “novelo” resultou nesta “novela”, como já dizia um antigo Mestre Taoísta Espanhol.
VIAJANDO PELOS REINOS
SOB A MUTANTE LUZ DA LUA
O MAPA DA VIAGEM
O Mapa que me foi dado para esta Viagem é o dos Cinco Reinos Mutantes, com o Reino da Terra ocupando a posição central, rodeada pelos outros Quatro Reinos (Água, Madeira, Fogo e Metal), onde a energia sempre circula de um Reino a outro passando pelo centro, pois, segundo nos conta a Tradição, esta formação, além de ser na forma de Cruz, simbolizando o Perfeito, coloca a Terra como centro de todos os processos, espaço de transformação e distribuição das energias; o grande Servidor.
O ritmo desta viagem será definido pelas quatro fases do ciclo lunar, onde a Lua Nova corresponderá ao Reino da Água, a Lua Crescente ao Reino da Madeira, a Lua Cheia ao Reino da Fogo e a Lua Minguante ao Reino do Metal. Caberá ao Reino da Terra, como já foi exposto, o papel de elemento de transição entre os Reinos, sendo sua Energia trabalhada no último dia de cada fase lunar e a dos demais no primeiro dia (o número de dias pode variar de um a três, de acordo com a inspiração do praticante). Cabe agora estabelecermos nosso roteiro, o Caminho Sanador que percorreremos nesta missão de resgate dos Reinos perdidos nas sombras do esquecimento de si mesmos.
Começaremos nossa caminhada pelo Reino da Água, morada da mais absoluta imobilidade onde repousa a Semente de todo movimento. É também o sítio onde são guardadas as energias que herdamos do Céu e cujo destino viemos cumprir. Estimularemos o ressonador Xi do Rim (R5-Shuiquan-Origem da Água), no primeiro dia da Lua Nova.
Faremos nossa primeira passagem pelo Reino da Terra, que como já dissemos é o Reino da transformação e distribuição, da grande Generosidade, onde faremos estimulação no ressonador Xi do Baço-Pâncreas (BP8-Diji-Força Motriz da Primeira Matéria), no último dia da Lua Nova, preparando a chegada do Reino da Madeira.
No primeiro dia da Lua Crescente entramos no Reino da Madeira, lugar de toda decisão e movimento, casa da Justiça e da Sinceridade, quando estimularemos o ressonador Xi do Fígado (F6-Zhongdu-Totalidade Central).
Nova passagem pelo Reino da Terra, no último dia da Lua Crescente, estimulando outra vez BP8-Diji, agora preparando a entrada no Reino do Fogo, sede do Shen, o Espírito do Conhecimento, onde no primeiro dia da Lua Cheia estimularemos o ressonador Xi do Coração (C6-Shigong-Pedra Sonora do Templo de Jade)
No último dia da Lua Cheia, passamos mais uma vez pela Terra, com nova estimulação em Diji-BP6 e entraremos no Reino do Metal, fiel depositário dos valores e virtudes do Rei, estimulando o ressonador do Pulmão (P6-Kongzui-Comunicação com o Superior) no primeiro dia da Lua Minguante.
E assim, de forma sucessiva e cíclica, teremos a oportunidade de trabalharmos o resgate da Energia Original desenhada para os Reinos, por ocasião de cada fase lunar, acompanhada das meditações específicas para cada um, como veremos no esquema a seguir.
Reino da Água
Ressonador Xi do Rim - R5 - Shuiquan (Origem da Água)
Estimular com massagem no primeiro dia da LUA NOVA.
Meditação
“Nace así la manifestación final de esta entidad visceral, que es LA FIRMEZA:
la firmeza en lo fundamental, en el quehacer, en esa RESPONSABILIDAD.
La firmeza del agua, que se adapta a cualquier recipiente sin dejar de ser agua;
La firmeza del agua que se mezcla con otros compuestos pero sigue siendo agua;
La firmeza del río que sortea los obstáculos pero siempre llega al mar.”
Reino da Madeira
Ressonador Xi do Fígado - F6 - Zhongdu (Totalidade Central)
Estimular com massagem no primeiro dia da LUA CRESCENTE.
Meditação
“El único vehículo que puede hacer posible la DECISIÓN en su momento adecuado
y evitar la aparición de la violencia, de la cólera inesperada e improcedente,
es La Verdad, La Sinceridad.
La Verdad en cada instante, en cada momento,
es la que hace posible la permanente decisión que siempre se ajusta a la situación.
La aliada de la mentira que hace imposible la decisión y favorece la ira y la cólera es la justificación, justificación para mentir, para decir verdades a medias,
para palabras mal interpretadas...
Con la Sinceridad, la decisión se vuelve el viento continuo
que transporta el fruto de la generosidad del hígado.”
Reino do Fogo
Ressonador Xi do Coração - C6 – Shigong (Pedra Sonora do Templo de Jade)
Estimular com massagem no primeiro dia da LUA CHEIA.
Meditação
“En el corazón encontramos la posibilidad de que el hombre recupere su identidad,
su nobleza, su intención, y se convierta en lo que es. Por eso, al recuperar el poder
del Emperador, el hombre manifiesta al exterior la autenticidad de su identidad.
Y, a través de LA PALABRA, que es la expresión del corazón —y que es um recuerdo del sonido del universo— lo que hace es identificarse en la posición que le corresponde dentro de ese universo, con el designio que para él está escrito en las estrellas.
Así debe ser el Emperador.”
Reino do Metal
Ressonador Xi do Pulmão - P6 – Kongzui (Comunicação com o Superior)
Estimular com massagem no primeiro dia da LUA MINGUANTE.
Meditação
“En el pulmón se encuentra el ALMA INSTINTIVA.
Las almas son las formas particulares de los espíritus universales.
Y el alma que alberga el pulmón, es la materialización de la energía cósmica
de las experiencias colectivas, por eso en él se almacena el RECUERDO,
el recuerdo instintivo universal, no solamente de su
especie sino de todas las demás especies y criaturas del universo.
El recuerdo permanente de lo que somos y de lo que tenernos que ser,
de lo que tenernos que hacer y hacia dónde tenemos que ir.”
Reino da Terra
Ressonador Xi do Baço-Pâncreas- BP8 – Diji(Força Motriz da Primeira Matéria)
Estimular com massagem no último dia de cada fase da lua,
preparando a energia do Reino Mutante seguinte.
Meditação
“Y en el Bazo, por conocer el todo, radica LA REFLEXIÓN.
La reflexión del bazo es un instante de silencio, un segundo de encontrarse,
una opción encaminada a recoger todos los acontecimientos que ocurren
en nuestro camino y darles un sentido, para poder luego,
sin obsesionarse, relacionarlos con el acontecimiento actual.
Cuando la reflexión es trascendente está ligada a la alegría de vivir,
está matizada por el recuerdo, por la nostalgia...
entonces es una reflexión ágil, mantenida. Cuando la reflexión trasciende su esquema
de seguridad, entonces adquiere el esquema del compromiso.
Así la reflexión construye, minuto a minuto, día a día, el rompecabezas que sitúa
nuestro hacer, nuestra actitud, dentro del plan universal.”
Lembrando que estas práticas, como tudo em nossa vida, devem ser feitas sob a inspiração dos ditames do CÉU. Assim, sugiro que iniciemos e encerremos estes trabalhos com uma postura de Meditação e Oração, para que o estímulo dos ressonadores seja mediado por uma INTENÇÃO de qualidade superior.
VIAJANDO NO VENTO
Ciente que o mais importante em todo processo Sanador é a Simplicidade e a Reta Intenção, tomo a liberdade de sugerir mais alguns procedimentos que, usados com consciência, poderão acrescentar em qualidade ao trabalho.
- O canto dos ressonadores – durante o processo de estímulo, podemos cantar/chamar os ressonadores pelos seus nomes originais.
- Mentalização de cores – sabendo que cada Reino Mutante tem uma cor que lhe é especifica, podemos visualizar a cor correspondente durante o estímulo ao ressonador, ou seja, azul para a Água, verde para a Madeira, vermelho para o Fogo, branco para o Metal e amarelo para a Terra.
- Direção – podemos nos voltar para o ponto cardeal relativo ao Reino Mutante, para recebermos as energias específicas que provêem de cada direção. Assim, nos voltamos para o Norte enquanto trabalhamos com o Reino da Água, para o Leste com a Madeira, para o Oeste com o Metal, para o Sul com o Fogo e quando trabalharmos a Terra, nos voltaremos para o ponto cardeal do Reino seguinte, por exemplo, se estivermos trabalhando com o Reino da Terra no último dia da fase lunar crescente (Madeira), nos voltaremos para o Sul preparando a energia do Reino Mutante do Fogo.
- Respiração – através do trabalho respiratório, inspirar a Energia do Céu e leva-la até o ressonador que estivermos estimulando.
Podemos assim agregar a este Trabalho Sanador diversos procedimentos, além dos citados, como Qi Gong, Puntura, etc, de acordo com o conhecimento, a criatividade e inspiração de cada um.
Para finalizar, gostaria de agradecer as dádivas que o Espírito da Vida tem me proporcionado e a oportunidade de retribuí-las, estando “Samurai”.
BIBLIOGRAFIA
La Estrella Fugaz – J.L.Padilla Corral
Tratado de Sanación em el Arte del Soplo – J.L.Padilla Corral
La Resurrección de lo Mediocre – J.L.Padilla Corral
Dicionário de Símbolos – Jean Chevalier/ Alain Gheerbrant
Dedico este singelo trabalho à minha amiga e Maestra Cris, cujo conhecimento e carinho inspiraram a sua realização.
Rômulo Pimenta
Escola Nei Jing-Belo Horizonte
Verão de 2010
Ano do Tigre de Metal
terça-feira, 18 de maio de 2010
CONTO TAOÍSTA

"No início, a criação. O céu e a terra.
Os dois se tocam formando o homem no meio do céu e da terra.
A natureza e todas as coisas, o todo unido e simbolizado pelo Tao.
O homem sai em busca do conhecimento.
Ele o conquista e traz para si, para o seu interior, e tudo que aprende ele devolve ao mundo, através de seus atos,
recebendo em troca a sabedoria.
O homem aprende e abre o seu coração.
E quando o coração está aberto, pleno de bondade e quietude, os pássaros vem cantar em seu jardim.
Parte em busca de novas fronteiras e nessa busca, procura os céus que generosamente lhe concedem mais sabedoria
que ele incorpora, e procura transmitir ao mundo.
Mas muitas coisas o mundo não compreende e o agride, ele se defende e retira todos os obstáculos de seu caminho.
Como a cegonha, ele limpa seus obstáculos e prossegue seu caminhar pelo mundo.
E se depara então próximo ao mar, senta à beira da praia e observa o fluir das ondas em seu contínuo ir e vir e compreende que sua vida se assemelha às ondas, em seu constante ciclo de ir e vir.
Se levanta e continua o seu caminho, a seguir, começa a observar os animais.
O homem que se julgava a maior e melhor obra da criação, inveja a liberdade do vôo das aves, mas para a conquista desta liberdade o homem deve sair para a luta e enfrentar os desafios da vida, lutando como um tigre na floresta.
Ao caminhar pela floresta o tigre não faz barulho, ele é silencioso, tão leve quanto o bater das asas de uma ave.
Assim deve ser o homem e sua caminhada pelo mundo. Caminhar sem fazer barulho algum, sem fazer alarde, viver sua vida com naturalidade estando sempre em profunda perfeição.
E assim continua seu caminho indo em todas as direções, buscando experiências diversas, andando, expandindo-se, interagindo com a natureza que o cerca.
Mas a vida do homem é muito turbulenta e ele baila frente às dificuldades. Ora se encontra no céu ora nas mais tortuosas e profundas dores da terra, mas quando se está no fundo o único caminho é para cima.
Então o homem volta-se para o céu e retorna à terra prosseguindo a sua jornada, almejando novos horizontes.
Neste momento ele se encontra no ponto importantíssimo de sua caminhada. Ele se depara com uma montanha, a montanha simboliza um grande obstáculo de cada um de nós que deve ser enfrentado.
O discípulo do Tai-Chi não fugirá da luta, jamais, Pois sabe que a montanha e todas as coisas que surgem no seu caminho, são elementos de aprendizado para sua experiência na terra. Libera sua força e ataca como um tigre e se defende como tigre, usa energia de seu interior e a expande.
Prossegue sua jornada lutando, estando sempre no limiar de situações aparentemente antagônicas.
O homem agradece este presente dos céus e regressa à terra. E nisso, surge um lago de águas calmas e brilhantes simbolizando um problema do interior do guerreiro, um problema espiritual, que não pode ser enfrentado com socos e pontapés.
O sábio, ao encontrar o lago, caminha com uma máxima suavidade por sobre as águas, tornando-se leve como o vento, leve como um espírito,
atravessando até chegar à sua margem e então ele olhará para o lago e para os novos horizontes.
Continua o seu caminhar, porém seus passos não são como de início, são mais belos e harmoniosos apreciando novas situações.
Até que o nosso caminhante se depara com o bruxo, o mago, a personificação do medo do desconhecido. O bruxo somente estará morto pela flecha da sabedoria, removendo o sentimento de terror e ignorância que caia na consciência dos homens.
Depois de ter enfrentado seus fantasmas, o nosso venerável guerreiro caminha guiado pela sua consciência e encontra o monge,
o mestre, o sábio, que aponta uma nova direção, mudando o seu rumo. Ele segue esta orientação tranqüilo. Porém, no terceiro passo, ele se depara com um abismo e decide saltar, retornar é o caminho dos covardes.
O nosso guerreiro se encontra no fundo do abismo envolto pela escuridão e como uma serpente ele rasteja pela lama do fundo do abismo
sem enxergar uma direção a seguir, rastejando; sujando-se de lama, ele percebe que, como uma serpente, deve levantar, erguer-se para avistar novos horizontes. Neste momento ocorre a morte do velho guerreiro e o nascimento de um novo homem que observa no horizonte distante uma luz e resolve ir na sua direção, porém percebe algo estranho, quanto mais ele caminha na sua direção mais ela se afasta.
Então ele pára e medita, e decide caminhar em direção oposta, caminhando para o seu interior.
Procurou tanto nas coisas externas e quando ele se volta para o seu interior ocorre a iluminação. A felicidade brota no seu ser e ele está livre para alçar o vôo, como uma gota de água no oceano que se evapora, cai com a chuva formando os rios; mas não há outro destino senão retornar ao grande oceano.
Liberto ele voa retornando ao lar, retornando ao grande Tao. E este homem já não sabe mais o que é o céu
nem a terra, pois ele e toda a natureza, tudo que está a sua volta são uma coisa só".
Wu San Dji Tao
sábado, 15 de maio de 2010
OS VERSOS DOURADOS DE PITÁGORAS

01. Honra em primeiro lugar os deuses imortais, como manda a lei.02. A seguir, reverencia o juramento que fizeste.03. Depois os heróis ilustres, cheios de bondade e luz.04. Homenageia, então, os espíritos terrestres e manifesta por eles o devido respeito.05. Honra em seguida a teus pais, e a todos os membros da tua família.06. Entre os outros, escolhe como amigo o mais sábio e virtuoso.07. Aproveita seus discursos suaves, e aprende com os atos dele que são úteis e virtuosos.08. Mas não afasta teu amigo por um pequeno erro.09. Porque o poder é limitado pela necessidade.10. Leva bem a sério o seguinte: Deves enfrentar e vencer as paixões.11. Primeiro a gula, depois a preguiça, a luxúria, e a raiva.12. Não faz junto com outros, nem sozinho, o que te dá vergonha.13. E, sobretudo, respeita a ti mesmo.14. Pratica a justiça com teus atos e com tuas palavras.15. E estabelece o hábito de nunca agir impensadamente.16. Mas lembra sempre um fato, o de que a morte virá a todos.17. E que as coisas boas do mundo são incertas, e assim como podem ser conquistadas, podem ser perdidas.18. Suporta com paciência e sem murmúrio a tua parte, seja qual for.19. Dos sofrimentos que o destino determinado pelos deuses lança sobre os seres humanos.20. Mas esforça-te por aliviar a tua dor no que for possível.21. E lembra que o destino não manda muitas desgraças aos bons.22. O que as pessoas pensam e dizem varia muito; agora é algo bom, em seguida é algo mau.23. Portanto, não aceita cegamente o que ouves, nem o rejeita de modo precipitado.24. Mas se forem ditas falsidades, retrocede suavemente e arma-te de paciência.25. Cumpre fielmente, em todas as ocasiões, o que te digo agora.26. Não deixa que ninguém, com palavras ou atos,27. Te leve a fazer ou dizer o que não é melhor para ti.28. Pensa e delibera antes de agir, para que não cometas ações tolas.29. Porque é próprio de um homem miserável agir e falar impensadamente.30. Mas faze aquilo que não te trará aflições mais tarde, e que não te causará arrependimento.31. Não faze nada que sejas incapaz de entender.32. Porém, aprende o que for necessário saber; deste modo, tua vida será feliz.33. Não esquece de modo algum a saúde do corpo.34. Mas dá a ele alimento com moderação, o exercício necessário e também repouso à tua mente.35. O que quero dizer com a palavra moderação é que os extremos devem ser evitados.36. Acostuma-te a uma vida decente e pura, sem luxúria.37. Evita todas as coisas que causarão inveja.38. E não comete exageros. Vive como alguém que sabe o que é honrado e decente.39. Não age movido pela cobiça ou avareza. É excelente usar a justa medida em todas estas coisas.40. Faze apenas as coisas que não podem ferir-te, e decide antes de fazê-las.41. Ao deitares, nunca deixe que o sono se aproxime dos teus olhos cansados,42. Enquanto não revisares com a tua consciência mais elevada todas as tuas ações do dia.43. Pergunta: "Em que errei? Em que agi corretamente? Que dever deixei de cumprir?"44. Recrimina-te pelos teus erros, alegra-te pelos acertos.45. Pratica integralmente todas estas recomendações. Medita bem nelas. Tu deves amá-las de todo o coração.46. São elas que te colocarão no caminho da Virtude Divina.47. Eu o juro por aquele que transmitiu às nossas almas o Quaternário Sagrado.48. Aquela fonte da natureza cuja evolução é eterna.49. Nunca começa uma tarefa antes de pedir a bênção e a ajuda dos Deuses.50. Quando fizeres de tudo isso um hábito,51. Conhecerás a natureza dos deuses imortais e dos homens,52. Verás até que ponto vai a diversidade entre os seres, e aquilo que os contém, e os mantém em unidade.53. Verás então, de acordo com a Justiça, que a substância do Universo é a mesma em todas as coisas.54. Deste modo não desejarás o que não deves desejar, e nada neste mundo será desconhecido de ti.55. Perceberás também que os homens lançam sobre si mesmos suas próprias desgraças, voluntariamente e por sua livre escolha.56. Como são infelizes! Não vêem, nem compreendem que o bem deles está ao seu lado.57. Poucos sabem como libertar-se dos seus sofrimentos.58. Este é o peso do destino que cega a humanidade.59. Os seres humanos andam em círculos, para lá e para cá, com sofrimentos intermináveis,60. Porque são acompanhados por uma companheira sombria, a desunião fatal entre eles, que os lança para cima e para baixo sem que percebam.61. Trata, discretamente, de nunca despertar desarmonia, mas foge dela!62. Oh Deus nosso Pai, livra a todos eles de sofrimentos tão grandes.63. Mostrando a cada um o Espírito que é seu guia.64. Porém, tu não deves ter medo, porque os homens pertencem a uma raça divina.65. E a natureza sagrada tudo revelará e mostrará a eles.66. Se ela comunicar a ti os teus segredos, colocarás em prática com facilidade todas as coisas que te recomendo.67. E ao curar a tua alma a libertarás de todos estes males e sofrimentos.68. Mas evita as comidas pouco recomendáveis para a purificação e a libertação da alma.69. Avalia bem todas as coisas,70. Buscando sempre guiar-te pela compreensão divina que tudo deveria orientar.71. Assim, quando abandonares teu corpo físico e te elevares no éter.72. Serás imortal e divino, terás a plenitude e não mais morrerás.
Tetraktys. Número sagrado e fundamental dos pitagóricos pelo qual juravam fidelida-de. Simboliza a unidade origem e principio, a dualidade das oposições e as complementari-dades e o triunfo da trindade, que finalmente se desprende no universo do quatro. 1 + 2 + 3 + 4 = 10, a unidade expandida na manifestação, = 1 + 0 = 1, o retorno à unidade de origem.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
MENS SANA IN CORPORE SANO

Mens sana in corpore sano ("uma mente sã num corpo são") é uma famosa citação latina, derivada da Sátira X do poeta romano Juvenal. No contexto, a frase é parte da resposta do autor à questão sobre o que as pessoas deveriam desejar na vida (tradução livre):
Deve-se pedir em oração que a mente seja sã num corpo são.
Peça uma alma corajosa que careça do temor da morte,
que ponha a longevidade em último lugar entre as bênçãos da natureza,
que suporte qualquer tipo de labores,
desconheça a ira, nada cobice e creia mais
nos labores selvagens de Hércules do que
nas satisfações, nos banquetes e camas de plumas de um rei oriental.
Revelarei aquilo que podes dar a ti próprio;
Certamente, o único caminho de uma vida tranquila passa pela virtude.
orandum est ut sit mens sana in corpore sano.
fortem posce animum mortis terrore carentem,
qui spatium uitae extremum inter munera ponat
naturae, qui ferre queat quoscumque labores,
nesciat irasci, cupiat nihil et potiores
Herculis aerumnas credat saeuosque labores
et uenere et cenis et pluma Sardanapalli.
monstro quod ipse tibi possis dare; semita certe
tranquillae per uirtutem patet unica uitae.
(10.356-64)
sábado, 3 de abril de 2010
MEDITAÇÃO GASSHO

Gassho é um cumprimento usado em várias tradições budistas e em numerosas culturas por toda a Ásia. Significa saudação, solicitação, reverência, agradecimento, respeito…
Os praticantes de yoga também fazem o Gassho, dando-lhe o nome de Namastê, traduzindo-o para a expressão "O Deus em mim saúda o Deus em você”.
Nas tradições budistas é costume fazer o Gassho como uma forma de respeito ao próximo ao considerarmos que o próximo tem, dentro de si, o potencial para se tornar um buda e, por isso, é digno de respeito.
O Mestre Dogen Zenji, fundador da Escola Soto Zen, disse uma vez: “Enquanto houver reverências verdadeiras, o caminho de Buda não se deteriorá”. Ao fazermos reverências, nós integralmente prestamos respeito à virtude que tudo invade de sabedoria, que é o próprio Buda.
Esta posição é normalmente conhecida no Ocidente como posição de oração. Nas práticas do Reiki, consiste em colocar as mãos com as palmas unidas, junto ao chakra do coração, com os dedos polegares a tocarem o centro do peito, duma forma relaxada. Os olhos são fechados.
Antes de começar um tratamento, o praticante concentra a atenção no ponto onde ambos os dedos médios se tocam para ajudar a esquecer o mundo que o rodeia e servir de «fio condutor» da Luz da Energia Vital Universal.
A posição gassho é também utilizada como posição de meditação.
Para fazer esta meditação coloque-se numa posição confortável, com as mãos na posição Gassho e feche os olhos. Concentre o pensamento nas mãos e tente abstrair-se de todos os pensamentos que o envolvem. Durante a meditação observe apenas as imagens ou pensamentos que lhe surgem na mente sem fazer qualquer tipo de análise, simplesmente observe e não tente comandar a mente durante este processo. Caso sinta algum desconforto em estar com as mãos nesta posição, sem as desencostar eleve-as e depois volte a colocar na mesma posição. Tente manter a coluna direita sem se sentir incomodado.
quarta-feira, 31 de março de 2010
A ESSÊNCIA DE UMA ARTE MARCIAL -AIKIDO

O trem produzia um agudo som metálico, chacoalhando através dos subúrbios de Tóquio em uma sonolenta tarde de primavera. Nosso vagão estava relativamente vazio – algumas donas de casa com seus filhos, alguns idosos indo às compras. Fixei meu olhar nas monótonas casas e nas sebes empoeiradas.
Numa determinada estação, a porta se abriu e, de repente, a tranqüilidade da tarde foi destruída por um homem berrando violentamente incompreensíveis palavrões. O homem cambaleou para dentro de nosso vagão. Ele vestia roupas de operário; era grande, estava bêbado e sujo. Gritando, ele jogou-se bruscamente sobre uma mulher que carregava um bebê, fazendo com que ela caísse no colo de um casal idoso. Foi um milagre o bebê não ter se ferido.
Apavorado, o casal partiu na direção oposta, para o final do vagão. O operário mirou um chute nas costas de uma senhora idosa, mas não conseguiu atingi-la. Isso o deixou tão enfurecido que ele agarrou o cabo de metal do centro do vagão e tentou arrancá-lo de seu suporte. Eu pude notar que uma de suas mãos estava cortada e sangrando. O trem seguiu com os passageiros paralisados de medo. Eu permaneci em pé.
Na época eu era jovem, aproximadamente 20 anos atrás, e gozava de boa forma física. Eu mantinha constantes oito horas de treino em Aikido quase todos os dias, nos últimos 3 anos. Gostava de me lançar e lutar; eu me achava “durão”. O problema era que minhas habilidades marciais não haviam sido testadas em um real combate. Como estudante de Aikido, não nos era permitido lutar. “Aikido”, meu professor dizia incansavelmente, “é a arte da reconciliação com o Universo. Se você tentar dominar as pessoas, você já está vencido. Nós estudávamos com resolver conflito, e não como iniciá-los”.Eu ouvi essas palavras e realmente me esforçava. Cheguei a escolher um caminho mais logo para atravessar uma rua de forma a evitar os fliperamas com “punks” que se estendiam à volta das estações de trem. Meu autocontrole se elevava. Eu me sentia forte e abençoado. Em meu coração, entretanto, eu queria uma legítima oportunidade de salvar inocentes através da destruição de culpados.
“É isto!”, eu disse a mim mesmo. “Pessoas estão em perigo. Se não fizer algo rapidamente, alguém provavelmente sairá ferido”.
Vendo-me em pé, o bêbado visualizou sua chance de descarregar seu ódio. “Ah!”, ele gritou. “Um estrangeiro. Você precisa de uma lição sobre os hábitos Japoneses!”Apoiei-me levemente a uma laça suspensa do vagão e dei a ele um olhar de nojo e desprezo. Eu planejei tirá-lo de ação, mas ele havia feito o primeiro movimento. Eu o queria enfurecido, assim eu franzi meus lábios e joguei-lhe um insolente beijo. “Ok”, ele gritou. “Você vai aprender uma lição.” Ele ajeitou-se para uma investida em minha direção.
Um instante antes que ele pudesse se mover, alguém gritou. “Ei!”. O clima se rompeu. Eu recordo a estranha alegria e leveza desse momento – como se você e um amigo estivessem estado buscando insistentemente por alguma coisa e, de repente dessem de cara com ela. “Ei!”.Eu girei para minha esquerda, o bêbado girou para a sua direita. Ambos demos de cara com um pequeno senhor japonês. Ele deveria já estar na faixa dos setenta anos de idade, esse pequeno senhor, sentado ali imaculadamente em seu kimono. Ele não me notou, mas sorriu com prazer para o operário, com se ele fosse muito importante, o mais bem-vindo a compartilhar um segredo.“Venha cá”, disse o velho, acenando para o bêbado. “Venha e converse comigo”. Ele moveu sua mão levemente.
O grande homem o seguiu, como se estivesse atado a uma corda. Ele firmou seu pé agressivamente em frente ao velho e urrou acima do som das rodas. “Por que diabos devo falar com você?” ele perguntou, com os olhos brilhando de interesse. “Eu tenho bebido saquê”, o bêbado respondeu aos gritos, “e não é de sua conta!” Pingos de saliva saltavam.
“Oh, isto é maravilhoso”, disse o velho, “absolutamente maravilhoso!”. Sabe, eu também adoro saquê. Toda a noite, eu e minha esposa aquecemos uma pequena garrafa de saquê, levávamos para o jardim e sentamos em um velho banco de madeira. Nós observamos o sol se por e olhamos como nossa laranjeira está indo. Meu bisavô plantou aquela árvore, e nos preocupamos se ela se recuperará da chuva de granizo que tivemos no último inverno. Nossa árvore tem se saído melhor do que esperávamos, principalmente considerando o tipo de pobre solo. É gratificante observá-la enquanto tomamos nosso saquê e desfrutamos a noite – mesmo quando chove!”. Ele olhou para o operário, olhos brilhando.
Enquanto o bêbado se esforçava para acompanhar a conversa do outro, sua face se suavizava. Seus punhos vagarosamente cederam. “É, ele disse, “eu adoro laranjeiras também...” Sua voz balbuciou.“Sim”, o velho disse sorrindo. “Estou certo de que você tem uma esposa maravilhosa”.“Não”, respondeu o operário. “Minha esposa morreu”. Muito delicadamente, mexendo-se com o movimento do trem, o grande homem começou a soluçar. “Eu não tenho esposa, eu não tenho um lar, eu não tenho um emprego. Eu estou envergonhado.” Lágrimas rolavam por suas faces, um espasmo de desespero correu pelo seu corpo.
Agora era minha vez. Parado ali em minha bem-sustentada inocência juvenil, com o meu “torne esse mundo seguro pela democracia e com justiça”, de repente senti-me mais sujo do que ele.
Então o trem chegou à minha estação. As portas se abriram e eu pude ouvir o velho dizer solidariamente:
“Pois é, pois é, este realmente é um problema difícil. Sente-se aqui e conte-me a respeito.”
Virei minha cabeça para uma última olhada. O operário estava esparramado no assento, sua cabeça no colo do velho, que, levemente acariciava o sujo e embaraçado cabelo do operário.
Como o trem deu partida, sentei-me num banco da estação. O que eu quis fazer com os músculos havia sido realizado com palavras gentis. Eu tinha acabado de ver o Aikido em combate e a essência disso era o amor. Eu poderia ter praticado a arte com um espírito totalmente diferente. Levaria ainda muito tempo antes que eu pudesse falar sobre resolução de conflitos.
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Por Terry Dobson tradução de Roberta Provatti(Originalmente publicado em CONTEXTO no 4. Outono 1983. Paágina 35 Copyright 1983. 1997 pelo Context Institut)
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