domingo, 14 de março de 2010

PALAVRAS DE BUDA



“Saiba que todas as coisas são assim:
Uma miragem, um castelo de nuvens,
Um sonho, uma aparição,
Sem essência mas com qualidades que podem ser vistas.

Saiba que todas as coisas são assim:
Como a lua num céu brilhante
Em algum claro lago refletida,
Ainda que para aquele lago a lua jamais se moveu.

Saiba que todas as coisas são assim:
Como um eco que provém
Da música, sons e lamentos,
Embora nesse eco não haja melodia.

Saiba que todas as coisas são assim:
Como um mágico que fabrica ilusões
De cavalos, bois, carroças e outras coisas,
Nada é como parece.”

quarta-feira, 10 de março de 2010

QI GONG TRADICIONAL


QI GONG TRADICIONAL
A ARTE DA CURA PELAS MÃOS

No nosso cotidiano, estamos constantemente expostos às influências do meio externo (fatores climàticos, alimentação poluição, etc) e do meio interno (emoções como medo, raiva, preocupação, etc), gerando em nòs desequilìbrios energèticos que se manifestam no nìvel psìquico como stress, insônia, fobias ansiedade e no fìsico como dores crônicas, infecções, doenças degenerativas.

Estes desequilìbrios são as maneiras que a Natureza encontra para nos indicar os Caminhos que nos levarão de volta ao estado de harmonia energètica a que chamamos SAÙDE.

Atravès das tècnicas do QI GONG TRADICIONAL, como a Acupuntura, o Qi Gong Medicinal, a Moxabustão, o Shiatsu, dentre outras, podemos reequilibrar nosso Campo Energètico, trabalhando à favor das indicações da Natureza, o que se traduzirà por uma maior harmonia nos planos fìsico e psìquico, restaurando e resgatando nossa saùde e qualidade de vida.

Os efeitos do QI GONG TRADICIONAL são notàveis, podendo-se perceber apòs um perìodo relativamente curto uma melhora do tônus muscular, da circulação sanguìnea, sono reparador, estado mental sereno e uma maior resistência às doenças, ou seja, um excelente mètodo de preservação da saùde.

O TERAPÊUTA:

Rômulo Pimenta é Terapeuta Oriental e Instrutor de Yôga Taoísta e Iaido.
Bacharel em Odontologia, possui formação em Acupuntura, Moxabustão, Massoterapia Oriental (Shiatsu e Tuei-ná), Qi Gong e Filosofia Tradicional.


LOCAL DE ATENDIMENTO:

Núcleo ArteSana

Informações:
artesana@oi.com.br
(31)3462-7921

terça-feira, 9 de março de 2010

YÔGA TAOÌSTA



YÔGA TAOÌSTA
PRÀTICAS ENERGÈTICAS CHINESAS PARA
A SAÙDE E A LONGEVIDADE

O Yôga Taoìsta faz parte da tradição milenar chinesa de trabalhos fìsico-energèticos para ampliação da Consciência, preservação da saùde e da longevidade.
O Yôga Taoìsta è composta por exercìcios de respiração, alongamentos, canalização de energia, meditacões, integração Mente-Corpo, abertura dos canais energèticos, trabalho sobre os Centros de energia, forma bàsica do Tai Chi Chuan, etc.
Estes exercícios são considerados, com razão, como uma via eficaz que permite conservar a saúde, restaurar o equilíbrio emocional, fortalecer o sistema imunológico, aumentando a vitalidade do ser humano.
Para além de exercício e terapia, o Yôga Taoìsta é uma autêntica filosofia de vida, fundamentada nos princìpios do Taoìsmo Tradicional, que poderá ser aplicado no dia a dia.
Os efeitos do Yôga Taoìsta são notàveis, podendo-se perceber apòs um perìodo relativamente curto de pràtica uma melhora do tônus muscular, da circulação sanguìnea, sono reparador, estado mental sereno e uma maior resistência às doenças, ou seja, um excelente mètodo de preservação da saùde.
Os seus principais objetivos são a tranquilidade, a harmonização do corpo e do espírito com tudo o que nos rodeia, quer seja a natureza, a sociedade, os indivíduos, com o fim de obtermos uma calma e paz de espìrito interior que nos permitirá viver mais felizes.

O INSTRUTOR:

Rômulo Pimenta é Terapeuta Oriental e Instrutor de Nei Gong Fu e Iaido.
Bacharel em Odontologia, possui formação em Acupuntura, Moxabustão, Massoterapia Oriental (Shiatsu e Tuei-ná), Qi Gong e Filosofia Tradicional.



LOCAL DE PRÁTICA:

Núcleo Arte Sana
Caiçaras - BH

INFORMAÇÕES
(31) 3462-7921
artesana@oi.com.br

HAGAKURE


“Existe Algo para ser aprendido com a tempestade.
Quando surpeendido por uma chuva você tenta não se molhar e corre rapidamente pela rua.
Mas, mesmo se escondendo nos beirais das casas, você ficará molhado.
Se estiver plenamente consciente de tal situação desde o início, você não ficará incomodado,
Embora ainda fique ensopado.
Esta compreensão se aplica a Tudo.”

(Hagakure - Yamamoto Tsunetomo, 1659-1719)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

SHEN


“O ideograma de Shen tem um radical antigo Shi, que mostra o céu acima e as estrelas, o sol e a lua abaixo. Isso pode ser interpretado como os “sinais do céu”. Esses sinais do céu ou divinos conectam o homem com uma ordem celeste. Sinais que, recebidos e interpretados pelo homem, simbolizam seu espírito.

A seguir há o radical que simboliza duas mãos abertas que esticam uma linha, dando a ideia de expansão ou ainda de alguém que reza em relação a uma linha vertical (um eixo), lembrando-se de que o homem é um elemento entre o céu e a terra e que é, ao mesmo tempo, espectador e elemento ativo do Universo. Shen pode ser interpretado como aquele que cai dos céus e atravessa o corpo. Uma outra interpretação possível seria: as mãos que recebem a energia cósmica pela espinha dorsal (linha, eixo) e concentram-na em seu umbigo.

Ao juntar os dois elementos do ideograma, os sinais ou os poderes do céu (criadores), que se dirigem ao homem, e o homem que se dirige ao céu com suas mão abertas, faz-se, assim, um eixo de relação entre o céu e a terra. Um eixo vertical ou uma comunicação entre o céu e a terra que é feita pelo homem. Pode-se extrapolar o “céu e a terra” para o alto e o baixo, a mente e o corpo, o espírito e a matéria. Isso é Shen.

A dinâmica de conexão entre o céu e a terra, tão bem expressada no ideograma Shen, pode ser vivida na experiência da meditação, em que a coluna se torna o eixo vertical, que recebe e circula energia e as mãos são mantidas laterais, simbolizando a captação da energia celeste.”

Fonte: Psique e Medicina Tradicional Chinesa – Campiglia, Helena: Roca, 2004

O Samurai e o Mestre Zen


Certa vez, no Japão, existiam dois garotos que brin
cavam juntos todo o tempo. Um era filho de um gran
de Samurai e estava sendo treinado para a carreira
militar. O outro era filho de um serviçal, mas se interessava
muito por filosofia.
O inevitável veio a acontecer: um foi enviado a um
Dojo para aprender as artes da guerra e o outro se retirou
em um templo Zen naquela região.
Correram rápidos os anos e o jovem Samurai, então
homem feito, vestiu-se com sua armadura e suas espadas e
foi procurar seu grande amigo no templo. Ao abrir a porta,
ele deparou com seu amigo vestido com um simples hábito
e de cabeça raspada. Seu sorriso era franco e seu olhar,
muito profundo. O Samurai tomou a palavra:
- Caro amigo, estou a caminho de uma grande guerra
onde conquistarei muitas glórias. Gostaria de ter sua bênção.
O Monge olhou-o nos olhos e disse:
- A guerra e as armas nada trazem. Todavia darei a
minha bênção a você com uma condição: se me derrotar
em um combate com espadas.
O Samurai riu e disse;
- O que me propõe é loucura! Você nunca segurou
uma arma antes! Mas está bem. Não fugirei a um desafio.
Mas se me vencer, rasparei a cabeça e me tornarei monge!
O Samurai armou-se com um bokken finamente lavrado
em madeira de lei e o monge pegou um galho de
árvore que havia por ali.
Iniciou-se o combate. O Samurai, lançando um grito
aterrador, atacou com toda a sua fúria. O Monge, sorrindo,
esquivou-se rapidamente e desviou o golpe. O Samurai,
surpreso, atacou novamente com o melhor golpe que conhecia:
uma técnica considerada secreta em uma escola
muito famosa. O monge não apenas desviou o golpe como
desarmou o Samurai e parou seu galho de árvore a centímetros
de seu rosto. Indefeso, o Samurai reconheceu sua
derrota.
Imediatamente o monge chamou os serviçais para
que raspassem a cabeça do Samurai. Antes que começassem
o serviço, ele perguntou:
- Como você me venceu sem nada conhecer da arte
das armas?
O Monge sorriu:
- A Arte da Espada e o Zen levam ao mesmo caminho:
o autoconhecimento e a harmonia com o Universo.
Tanto faz praticar um quanto o outro, desde que se dedique
de coração. Um Mestre Zen é tão poderoso quanto um
Samurai.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

OS QUATRO INIMIGOS DO HOMEM DE CONHECIMENTO


- Um homem de conhecimento - disse Don Juan - é aquele que seguiu honestamente as dificuldades da aprendizagem; um homem que sem se precipitar ou hesitar, foi tão longe quanto pôde para desvendar os segredos da sabedoria.

- O que é preciso para se tornar um homem de conhecimento?

- O homem tem que desafiar e vencer seus quatro inimigos naturais. Um homem pode chamar-se um homem de conhecimento somente se for capaz de vencer seus quatro inimigos.

- Mas há algum requisito especial que o homem tenha de atender antes de lutar contra esses inimigos?

- Não. Qualquer pessoa pode tornar-se um homem de conhecimento; muitos poucos o conseguem realmente, mas isto é natural. Os inimigos que um indivíduo encontra no caminho do saber para tornar-se um homem de conhecimento são realmente formidáveis; a maioria dos homens sucumbe a eles...

Quando eu estava me preparando para partir, tornei a lhe perguntar acerca dos inimigos do homem de conhecimento. Argumentei que ia passar algum tempo sem voltar, e que seria uma boa idéia escrever as coisas que ele tivesse a dizer e pensar a respeito enquanto estivesse fora. Hesitou um pouco, mas depois começou a falar.

- Quando um homem começa a aprender, ele nunca sabe muito claramente quais são seus objetivos. Seu propósito é falho; sua intenção, vaga. Espera recompensas que nunca se materializarão, pois não conhece nada das dificuldades da aprendizagem. Devagar ele começa a aprender... a princípio, pouco a pouco, e depois em porções grandes. E logo seus pensamentos entram em choque. O que aprende nunca é o que ele imaginava, de modo que começa a ter medo.


Aprender nunca é o que se espera.


Cada passo da aprendizagem é uma nova tarefa, e o medo que o homem sente começa a crescer impiedosamente, sem ceder. Seu propósito torna-se uma batalha. "E assim ele depara com o primeiro de seus inimigos naturais: o medo! Um inimigo terrível, traiçoeiro, e difícil de vencer. Permanece oculto em todas as voltas do caminho, rondando, à espreita. E se o homem, apavorado com sua presença, foge, seu inimigo terá posto um fim à sua busca."

- O que acontece com o homem se ele fugir com medo?

- Nada acontece a não ser que ele nunca aprenderá. Nunca se tornará um homem de conhecimento. Talvez se torne um tirano, ou um pobre homem apavorado e inofensivo; de qualquer forma, será um homem vencido. Seu primeiro inimigo terá posto fim a seus desejos.

- E o que pode ele fazer para vencer o medo?

- A resposta é muito simples. Não deve fugir. Deve desafiar o medo, e, a despeito dele, deve dar o passo seguinte na aprendizagem, e o seguinte, e o seguinte. Deve ter medo, plenamente, e no entanto não deve parar. É esta a regra! E o momento chegará em que seu primeiro inimigo recua. O homem começa a sentir seguro de si. Seu propósito torna-se mais forte. Aprender não é mais uma tarefa aterradora. Quando chega esse momento feliz, o homem pode dizer sem hesitar que derrotou seu primeiro inimgo natural.

- Isso acontece de uma vez, Don Juan, ou aos poucos?

- Acontece aos poucos, e no entanto o medo é vencido de repente e depressa.

- Mas o homem não terá medo outra vez, se lhe acontecer alguma coisa nova?

- Não. Uma vez que o homem venceu o medo, fica livre dele o resto da vida, porque, em vez do medo, ele adquiriu clareza... uma clareza de espírito que apaga o medo. Então, o homem já conhece seus desejos; sabe como satisfazê-los. Pode antecipar os novos passos na aprendizagem e uma clareza viva cerca tudo. O homem sente que nada lhe oculta. "E assim ele encontra seu segundo inimigo: a clareza! Essa clareza de espírito, que é tão difícil de obter, elimina o medo, mas também cega. Obriga o homem a nunca duvidar de si. Dá-lhe a segurança de que ele pode fazer o que bem entender, pois ele vê tudo claramente. E ele é corajoso, porque é claro; e não para diante de nada, porque é claro. Mas tudo isso é um engano; é como uma coisa incompleta. Se o homem sucumbir a esse poder de faz de conta, terá sucumbido ao seu segundo inimigo e tateará com a aprendizagem. Vai precipitar-se quando devia ser paciente, ou vai ser paciente quando devia precipitar-se. E taterá com a aprendizagem até ser incapaz de aprender qualquer coisa mais."

- O que acontece com um homem que é derrotado assim, Don Juan? Ele morre por isso?

- Não, não morre. Seu inimigo acaba de impedi-lo de se tornar um homem de conhecimento; em vez disso, o homem pode tornar-se um guerreiro valente, ou um palhaço. No entanto, a clareza, pela qual ele pagou tão caro, nunca mais se transformará de novo em trevas ou medo. Será claro enquanto viver, mas não aprenderá nem desejará mais nada.

- Mas o que tem de fazer para não ser vencido?

- Tem de fazer o que fez com o medo: tem de desafiar sua clareza e usá-la só para ver, e esperar com paciência e medir com cuidado antes de dar novos passos; deve pensar, acima de tudo, que sua clareza é quase um erro. E virá o momento em que ele compreenderá que sua clareza era só um ponto diante de sua vista. E assim ele terá vencido seu segundo inimigo, e estará numa posição em que nada mais poderá prejudicá-lo. Isso não será um engano. Não será um ponto diante de sua vista. Será o verdadeiro poder. "Ele saberá a essa altura que o poder que vem buscando há tanto tempo é seu, por fim. Pode fazer o que quiser com ele. Vê tudo o que está em volta. Mas também encontra seu terceiro inimigo: o poder! O poder é o mais forte de todos os inimigos. E, naturalmente, a coisa mais fácil é ceder; afinal de contas, o homem é realmente invencível. Ele comanda; começa correndo riscos calculados e termina estabelecendo regras, porque é um senhor. Um homem nesse estágio quase nem nota que seu terceiro inimigo se aproxima. E de repente, sem saber, certamente terá perdido a batalha. Seu inimigo o terá transformado em um homem cruel e caprichoso."

- E ele perderá o poder?

- Não, ele nunca perderá sua clareza e seu poder.

- Então, o que o distingue de um homem de conhecimento?

- Um homem que é derrotado pelo poder morre sem realmente saber manejá-lo. O poder é apenas uma carga em seu destino. Um homem desses não tem domínio sobre si, e não sabe quando ou como usar o poder.

- A derrota por algum desses inimigos é uma derrota final?

- Claro que é final. Uma vez que esses inimigos dominem o homem, não há nada que ele possa fazer.

- Será possível, por exemplo, que o homem derrotado pelo poder veja seu erro e se emende.

- Não. Uma vez que o homem cede, está liquidado.

- Mas se ele estiver temporariamente cego pelo poder, e depois o recusar?

- Isso significa que a batalha continua. Isso significa que ele ainda está tentando ser um homem de conhecimento. O indivíduo é derrotado quando não tenta mais e se abandona.

- Mas então Don Juan, é possível a um homem entregar-se ao medo durante anos, mas no fim vencê-lo?

- Não, isso não é verdade. Se ele ceder ao medo, nunca o vencerá, porque se desviará do conhecimento e nunca mais tentará. Mas se procurar aprender durante anos no meio de seu medo, acabará dominando-o, porque nunca se entregou realmente a ele.

- E como o homem pode vencer seu terceiro inimgo, Don Juan?

- Também tem de desafiá-lo propositadamente. Tem de vir a compreender que o poder que parece ter adquirido na verdade nunca é seu. Deve controlar-se em todas as ocasiões, tratando com cuidado e lealdade tudo o que aprendeu. Se conseguir ver que a clareza e o poder, sem controle, são piores do que os erros, ele chegará a um ponto em que está tudo controlado. Então, saberá quando e como usar seu poder. E assim terá derrotado seu terceiro inimigo. "O homem estará, então, no fim de sua jornada do saber, e quase sem perceber, encontrará seu último inimigo: a velhice! Este inimigo é o mais cruel de todos, o único que ele não conseguirá derrotar completamente, mas apenas afastar. É o momento em que o homem não tem mais receios, não tem mais impaciências de clareza de espírito... um momento em que todo seu poder está controlado, mas também um momento em que ele sente um desejo irresistível de descansar. Se ele ceder completamente a seu desejo de se deitar e esquecer, se ele se afundar na fadiga, terá perdido a última batalha, e seu inimigo o reduzirá a uma criatura velha e débil. Seu desejo de se retirar dominará toda sua clareza, seu poder e sabedoria. Mas se o homem sacode sua fadiga e vive seu destino completamente, então poderá ser chamado de um homem de conhecimento, nem que seja no breve momento em que ele consegue lutar contra seu último inimigo invencível. Esse momento de clareza, de poder e conhecimento é o suficiente."


Trecho do livro "A Erva do Diabo" - (Don Juan / Carlos Castaneda) - 8 de abril de 1962