sexta-feira, 19 de março de 2010

QI GONG DOS SONS


MÉTODO DO CORAÇÃO DOS SEIS SONS DE CURA

QI GONG DOS SONS

Desde que o som é um formulário ( trabalho – forma de conduzir – exercício) da energia, tem o seu valor não somente na arte e na comunicação, mas também na aplicação médica. Os seis sons usados neste Qi Gong são a escolha facultativa para a escala natural humana da voz.
Uma vez que a ressonância é produzida pelos sons do corpo, o praticante incorporará um estado psìquico que visa trazer ao consciente os sentimentos latentes do inconsciente, realçando a saúde e melhorando as funções corporais. É uma maneira original de ajustar a energia interna do órgão e para o desenvolvimento da força mental. Como qualquer outro mantra , os sons ou sopros que curam são um modo particular de emitir o sopro da expiração, correspondente a cada víscera.

HE
O Som HE (ou HA), é o sopro do coração e do intestino delgado. Está associado a língua e, útil no combate a doenças cardíacas, insônia , ulceração línguais e suores noturnos e, nas emoções como o ódio, a arrogância e a impaciência.

SI
Aos pulmões corresponde o sopro SI ( ou SS) , com o seu uso útil em caso de problemas de resfriados, tosses e congestão e, na emoção da tristeza.

HU
O sopro HU corresponde ao baço e ao estômago.Está associado a boca e no combate a problemas digestivos, ulcerações bucais, atrofia muscular e distúrbios mestruais, atuando ainda nas emoções relativas as preocupações e ansiedades.

XU
Ao fígado e a vesícula biliar, o sopro XU ( ou SHU ).Está associado aos olhos e ao combate de seus problemas, bem como a anorexia e vertigem e, nas emoções da raiva e do ciúme .

CHUI
O som CHUI ( ou FU) , está associado aos rins e bexiga.Atua nos problemas do ouvido e promove um aumento da energia vital, pés frios, tonturas e falta de energia sexual e, na emoção do medo.

XI
E, finalmente o último dos seis sons que curam, o sopro XI , corresponde ao triplo aquecedor que na antiga medicina chinesas acreditava-se ser um órgão. Entretanto, corresponde aos 3 centros de energia, ou seje , a todo o corpo. É usado para regularizar o fluxo da energia do corpo de modo geral, combatendo problemas de garganta, distensão abdominal e insônia.

Na expiração, conforme o som emitido, diferentes músculos que correspondem a níveis diferentes do corpo se colocam em ação, prestando-se a cura de doenças das vísceras.
No Qi Gong dos sons, para o tratamento da saúde, os sons podem ser audíveis ou não, devendo-se de acordo com a prática taoísta tradicional se expirar seis vezes usando a boca para formar um som diferente a cada vez. A respiração deve ser profunda, lenta e suave, de modo que o ar encha o abdome, dirigindo a energia ao campo do cinábrio inferior( dan tien inferior) e não ao tórax.
A Filosofia, Medicina Tradicional e as Artes Marciais, na China, atuam sempre em conjunto.
Na própria Filosofia Chinesa, embora LAO TZU (600 a.C.), provável autor integral ou parcialmente dos 81 aforismos ( poemas) que formam O Livro do Caminho Perfeito, o TAO TE KING, não tenha citado nenhuma técnica destes exercícios, transcreveu ele os sons FU e SHI, que posteriormente, se tornaram a base de um sistema de sons de uma respiração terapêutica aplicados por um discípulo de seus descendentes, CHUANG TZU (300 aC.): FU, SHU, HU e SHI – assoprando e respirando com a boca aberta; inspirando e expirando o ar – expirando o velho e absorvendo o novo.
Chuan Tzu contribuiu para o desenvolvimento do TAO YIN (Daoyin) , aonde Tao = respiração dirigida e Yin = movimentos flexíveis e uniformes de expansão e contração que tornam o corpo mais dócil, a mais antiga forma de Qi Gong.

O Método do Coração dos Seis Sons de cura, o Qi Gong dos Sons, deve ao ser exercitado, ser repetido de três a seis vezes cada som.
No uso de sua intenção , absorva a respiração, dirigindo-a à região ou órgão a ser tratado e, ao expirar, exale as toxinas e as emoções negativas correspondentes e presentes na órgão trabalhado.

Nas práticas de Yôga Taoísta exercitamos diariamente o Qi Gong dos Sons.

Por Rômulo Pimenta

domingo, 14 de março de 2010

PALAVRAS DE BUDA



“Saiba que todas as coisas são assim:
Uma miragem, um castelo de nuvens,
Um sonho, uma aparição,
Sem essência mas com qualidades que podem ser vistas.

Saiba que todas as coisas são assim:
Como a lua num céu brilhante
Em algum claro lago refletida,
Ainda que para aquele lago a lua jamais se moveu.

Saiba que todas as coisas são assim:
Como um eco que provém
Da música, sons e lamentos,
Embora nesse eco não haja melodia.

Saiba que todas as coisas são assim:
Como um mágico que fabrica ilusões
De cavalos, bois, carroças e outras coisas,
Nada é como parece.”

quarta-feira, 10 de março de 2010

QI GONG TRADICIONAL


QI GONG TRADICIONAL
A ARTE DA CURA PELAS MÃOS

No nosso cotidiano, estamos constantemente expostos às influências do meio externo (fatores climàticos, alimentação poluição, etc) e do meio interno (emoções como medo, raiva, preocupação, etc), gerando em nòs desequilìbrios energèticos que se manifestam no nìvel psìquico como stress, insônia, fobias ansiedade e no fìsico como dores crônicas, infecções, doenças degenerativas.

Estes desequilìbrios são as maneiras que a Natureza encontra para nos indicar os Caminhos que nos levarão de volta ao estado de harmonia energètica a que chamamos SAÙDE.

Atravès das tècnicas do QI GONG TRADICIONAL, como a Acupuntura, o Qi Gong Medicinal, a Moxabustão, o Shiatsu, dentre outras, podemos reequilibrar nosso Campo Energètico, trabalhando à favor das indicações da Natureza, o que se traduzirà por uma maior harmonia nos planos fìsico e psìquico, restaurando e resgatando nossa saùde e qualidade de vida.

Os efeitos do QI GONG TRADICIONAL são notàveis, podendo-se perceber apòs um perìodo relativamente curto uma melhora do tônus muscular, da circulação sanguìnea, sono reparador, estado mental sereno e uma maior resistência às doenças, ou seja, um excelente mètodo de preservação da saùde.

O TERAPÊUTA:

Rômulo Pimenta é Terapeuta Oriental e Instrutor de Yôga Taoísta e Iaido.
Bacharel em Odontologia, possui formação em Acupuntura, Moxabustão, Massoterapia Oriental (Shiatsu e Tuei-ná), Qi Gong e Filosofia Tradicional.


LOCAL DE ATENDIMENTO:

Núcleo ArteSana

Informações:
artesana@oi.com.br
(31)3462-7921

terça-feira, 9 de março de 2010

YÔGA TAOÌSTA



YÔGA TAOÌSTA
PRÀTICAS ENERGÈTICAS CHINESAS PARA
A SAÙDE E A LONGEVIDADE

O Yôga Taoìsta faz parte da tradição milenar chinesa de trabalhos fìsico-energèticos para ampliação da Consciência, preservação da saùde e da longevidade.
O Yôga Taoìsta è composta por exercìcios de respiração, alongamentos, canalização de energia, meditacões, integração Mente-Corpo, abertura dos canais energèticos, trabalho sobre os Centros de energia, forma bàsica do Tai Chi Chuan, etc.
Estes exercícios são considerados, com razão, como uma via eficaz que permite conservar a saúde, restaurar o equilíbrio emocional, fortalecer o sistema imunológico, aumentando a vitalidade do ser humano.
Para além de exercício e terapia, o Yôga Taoìsta é uma autêntica filosofia de vida, fundamentada nos princìpios do Taoìsmo Tradicional, que poderá ser aplicado no dia a dia.
Os efeitos do Yôga Taoìsta são notàveis, podendo-se perceber apòs um perìodo relativamente curto de pràtica uma melhora do tônus muscular, da circulação sanguìnea, sono reparador, estado mental sereno e uma maior resistência às doenças, ou seja, um excelente mètodo de preservação da saùde.
Os seus principais objetivos são a tranquilidade, a harmonização do corpo e do espírito com tudo o que nos rodeia, quer seja a natureza, a sociedade, os indivíduos, com o fim de obtermos uma calma e paz de espìrito interior que nos permitirá viver mais felizes.

O INSTRUTOR:

Rômulo Pimenta é Terapeuta Oriental e Instrutor de Nei Gong Fu e Iaido.
Bacharel em Odontologia, possui formação em Acupuntura, Moxabustão, Massoterapia Oriental (Shiatsu e Tuei-ná), Qi Gong e Filosofia Tradicional.



LOCAL DE PRÁTICA:

Núcleo Arte Sana
Caiçaras - BH

INFORMAÇÕES
(31) 3462-7921
artesana@oi.com.br

HAGAKURE


“Existe Algo para ser aprendido com a tempestade.
Quando surpeendido por uma chuva você tenta não se molhar e corre rapidamente pela rua.
Mas, mesmo se escondendo nos beirais das casas, você ficará molhado.
Se estiver plenamente consciente de tal situação desde o início, você não ficará incomodado,
Embora ainda fique ensopado.
Esta compreensão se aplica a Tudo.”

(Hagakure - Yamamoto Tsunetomo, 1659-1719)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

SHEN


“O ideograma de Shen tem um radical antigo Shi, que mostra o céu acima e as estrelas, o sol e a lua abaixo. Isso pode ser interpretado como os “sinais do céu”. Esses sinais do céu ou divinos conectam o homem com uma ordem celeste. Sinais que, recebidos e interpretados pelo homem, simbolizam seu espírito.

A seguir há o radical que simboliza duas mãos abertas que esticam uma linha, dando a ideia de expansão ou ainda de alguém que reza em relação a uma linha vertical (um eixo), lembrando-se de que o homem é um elemento entre o céu e a terra e que é, ao mesmo tempo, espectador e elemento ativo do Universo. Shen pode ser interpretado como aquele que cai dos céus e atravessa o corpo. Uma outra interpretação possível seria: as mãos que recebem a energia cósmica pela espinha dorsal (linha, eixo) e concentram-na em seu umbigo.

Ao juntar os dois elementos do ideograma, os sinais ou os poderes do céu (criadores), que se dirigem ao homem, e o homem que se dirige ao céu com suas mão abertas, faz-se, assim, um eixo de relação entre o céu e a terra. Um eixo vertical ou uma comunicação entre o céu e a terra que é feita pelo homem. Pode-se extrapolar o “céu e a terra” para o alto e o baixo, a mente e o corpo, o espírito e a matéria. Isso é Shen.

A dinâmica de conexão entre o céu e a terra, tão bem expressada no ideograma Shen, pode ser vivida na experiência da meditação, em que a coluna se torna o eixo vertical, que recebe e circula energia e as mãos são mantidas laterais, simbolizando a captação da energia celeste.”

Fonte: Psique e Medicina Tradicional Chinesa – Campiglia, Helena: Roca, 2004

O Samurai e o Mestre Zen


Certa vez, no Japão, existiam dois garotos que brin
cavam juntos todo o tempo. Um era filho de um gran
de Samurai e estava sendo treinado para a carreira
militar. O outro era filho de um serviçal, mas se interessava
muito por filosofia.
O inevitável veio a acontecer: um foi enviado a um
Dojo para aprender as artes da guerra e o outro se retirou
em um templo Zen naquela região.
Correram rápidos os anos e o jovem Samurai, então
homem feito, vestiu-se com sua armadura e suas espadas e
foi procurar seu grande amigo no templo. Ao abrir a porta,
ele deparou com seu amigo vestido com um simples hábito
e de cabeça raspada. Seu sorriso era franco e seu olhar,
muito profundo. O Samurai tomou a palavra:
- Caro amigo, estou a caminho de uma grande guerra
onde conquistarei muitas glórias. Gostaria de ter sua bênção.
O Monge olhou-o nos olhos e disse:
- A guerra e as armas nada trazem. Todavia darei a
minha bênção a você com uma condição: se me derrotar
em um combate com espadas.
O Samurai riu e disse;
- O que me propõe é loucura! Você nunca segurou
uma arma antes! Mas está bem. Não fugirei a um desafio.
Mas se me vencer, rasparei a cabeça e me tornarei monge!
O Samurai armou-se com um bokken finamente lavrado
em madeira de lei e o monge pegou um galho de
árvore que havia por ali.
Iniciou-se o combate. O Samurai, lançando um grito
aterrador, atacou com toda a sua fúria. O Monge, sorrindo,
esquivou-se rapidamente e desviou o golpe. O Samurai,
surpreso, atacou novamente com o melhor golpe que conhecia:
uma técnica considerada secreta em uma escola
muito famosa. O monge não apenas desviou o golpe como
desarmou o Samurai e parou seu galho de árvore a centímetros
de seu rosto. Indefeso, o Samurai reconheceu sua
derrota.
Imediatamente o monge chamou os serviçais para
que raspassem a cabeça do Samurai. Antes que começassem
o serviço, ele perguntou:
- Como você me venceu sem nada conhecer da arte
das armas?
O Monge sorriu:
- A Arte da Espada e o Zen levam ao mesmo caminho:
o autoconhecimento e a harmonia com o Universo.
Tanto faz praticar um quanto o outro, desde que se dedique
de coração. Um Mestre Zen é tão poderoso quanto um
Samurai.