quarta-feira, 19 de outubro de 2011
A ARTE DA NÃO ESPADA
Daisetz T. Suzuki foi um dos maiores divulgadores do Zen no Ocidente. Em um livro brilhante (O Zen e a Cultura Japonesa), conta a história de Bokuden, um samurai que praticava a arte da não espada. O que é a arte da não espada? Para definir, Suzuki narra essa história. Em um barco, atravessando um lago enorme, iam vários passageiros, incluindo dois samurais, que se reconheceram rapidamente pelas longas espadas que carregavam. Um deles era Bokuden, o outro era um samurai, por assim dizer, meio fanfarão. O samurai fanfarão desafiou Bokuden para ver quem dos dois era o melhor em seu ofício. Mas Bokuden lhe disse que não poderia lutar, porque praticava a arte da não espada. O samurai fanfarão se enraiveceu pensando que Bokuden estava zombando dele na frente dos outros passageiros e redobrou o seu desejo de lutar. No final Bokuden concordou e disse ao barqueiro para se aproximar da praia com o barco. Quando eles estavam perto da areia, com os passageiros tensos em razão da eminente batalha dos dois samurais, Bokuden convida o samurai fanfarão a vir até à praia, o que o fez saltar espetacularmente do barco sacando sua espada. Bokuden imperturbável e, sem descer do barco, pediu o remo ao barqueiro, o encostou na areia e empurrou o barco de volta para o centro do lago, com grande precisão e força. O samurai fanfarão ficou imóvel, vendo o barco com seu rival e os passageiros se distânciarem. "Esta é a arte da não espada", gritou Bokuden.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
SINTAXES
Sintaxe
Um homem contemplando suas equações
disse que o universo teve um começo.
Existiu uma explosão, disse ele.
Um senhor estrondo, e nasceu o universo.
E o universo ainda está em expansão, disse ele.
Ele calculou até mesmo a duração de sua vida:
dez bilhões de revoluções da Terra ao redor do sol.
Todo o globo aplaudiu;
Acharam tais cálculos cientificamente certos.
Ninguém percebeu que, propondo um início para o universo,
o homem simplesmente refletiu a sintaxe de sua língua pátria;
uma sintaxe que exige começos, como um nascimento,
e desenvolvimento, como maturação,
e um final, como a morte, para a realização de qualquer evento.
O universo teve um início,
e está envelhecendo, garantiu-nos tal homem,
e ele irá morrer, já que tudo morre,
como ele mesmo morreu depois de confirmar matematicamente
a sintaxe de sua língua pátria.
Sintaxe II
O universo teve realmente um começo?
A teoria do “big-bang” é realmente correta?
Essas não são perguntas, embora pareçam ser.
A sintaxe que exige começo, desenvolvimento
e término para a descrição de fatos é realmente a única que existe?
Essa é a questão real.
Existem outras sintaxes.
Existe uma, por exemplo, que indica a variação
de intensidade como um fato.
Nessa sintaxe nada tem um começo ou um fim;
desse modo, o nascimento não é algo claro e definido,
mas um tipo específico de intensidade,
do mesmo modo que o amadurecimento e a morte.
Um homem que use tal sintaxe, contemplando suas equações, descobre que
calculou suficientes variações de intensidade
e pode então dizer com autoridade
que o universo não teve um início
e não terá um fim,
mas que ele sempre existiu, existe e existirá
através de intermináveis flutuações de intensidade.
Tal homem pode muito bem concluir que o próprio universo
é a carruagem da intensidade
e que é possível abordá-la
para viajar por caminhos que modificam-se incessantemente.
Ele irá descobrir tudo isso, e muito mais,
talvez sem nunca perceber
que está simplesmente confirmando
a sintaxe de sua língua pátria.
C.C.
Um homem contemplando suas equações
disse que o universo teve um começo.
Existiu uma explosão, disse ele.
Um senhor estrondo, e nasceu o universo.
E o universo ainda está em expansão, disse ele.
Ele calculou até mesmo a duração de sua vida:
dez bilhões de revoluções da Terra ao redor do sol.
Todo o globo aplaudiu;
Acharam tais cálculos cientificamente certos.
Ninguém percebeu que, propondo um início para o universo,
o homem simplesmente refletiu a sintaxe de sua língua pátria;
uma sintaxe que exige começos, como um nascimento,
e desenvolvimento, como maturação,
e um final, como a morte, para a realização de qualquer evento.
O universo teve um início,
e está envelhecendo, garantiu-nos tal homem,
e ele irá morrer, já que tudo morre,
como ele mesmo morreu depois de confirmar matematicamente
a sintaxe de sua língua pátria.
Sintaxe II
O universo teve realmente um começo?
A teoria do “big-bang” é realmente correta?
Essas não são perguntas, embora pareçam ser.
A sintaxe que exige começo, desenvolvimento
e término para a descrição de fatos é realmente a única que existe?
Essa é a questão real.
Existem outras sintaxes.
Existe uma, por exemplo, que indica a variação
de intensidade como um fato.
Nessa sintaxe nada tem um começo ou um fim;
desse modo, o nascimento não é algo claro e definido,
mas um tipo específico de intensidade,
do mesmo modo que o amadurecimento e a morte.
Um homem que use tal sintaxe, contemplando suas equações, descobre que
calculou suficientes variações de intensidade
e pode então dizer com autoridade
que o universo não teve um início
e não terá um fim,
mas que ele sempre existiu, existe e existirá
através de intermináveis flutuações de intensidade.
Tal homem pode muito bem concluir que o próprio universo
é a carruagem da intensidade
e que é possível abordá-la
para viajar por caminhos que modificam-se incessantemente.
Ele irá descobrir tudo isso, e muito mais,
talvez sem nunca perceber
que está simplesmente confirmando
a sintaxe de sua língua pátria.
C.C.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
A BATALHA DE TIAN, O HOMEM CÓSMICO
RESGATANDO A IDENTIDADE
DOS REINOS MUTANTES
“A cada luminaria de su piel le puso un NOMBRE, como nombre tiene cada estrella, y cada una de ellas representaba una función en la totalidad, siendo a su vez cada una totalizadora. Y en cada lugar, descubrió que con la intención, con el tacto, con el sentido, con el frío y con el calor, podía hacer recuperar el equilibrio luminoso de su totalidad, y de esa forma recordarle al hombre cual era la posición que le correspondía en el Universo.”
La Estrella Fugaz
J. L. Padilla Corral
Em meio ao turbilhão de nossas vidas, vamos sendo inconscientemente arrastados para longe do Caminho de Liberdade e Criatividade que nos foi dado trilhar, transformados em robôs a serviço das hostes exploradoras do universo. Trabalho, família, lazer, estudos, amizades, todas as formas de socialização acabam, se estamos trabalhando “no automático”, borrando a mensagem original que trazemos estampada em nosso projeto de existência, transformando a nossa vida em uma enfadonha e tediosa repetição de padrões e chavões que nem ao menos são de nossa autoria, nos transformando em seres sem IDENTIDADE, meros escravos esquecidos de nossa HERANÇA E DESTINO CÓSMICOS.
Nesta batalha de resgate da nossa Essência Celeste, devemos usar de todas as possibilidades que tivermos em mãos para evitar e desfazer este processo perverso, se quisermos desfrutar de uma vida rica, plena e (a)venturosa.
Minha amiga e maestra Cris me orientou, segundo ensinamentos do mestre Padilla, a ativar através de massagem, o ressonador Xi do Meridiano do Rim (Shuiquan – Origem da Água) durante os três primeiros dias da lua nova, como forma de resgatar a identidade do Reino Mutante da Água.
Segundo a Tradição, os ressonadores Xi (também chamados de Alarme ou de Acúmulo), possuem a propriedade de relembrar ao Reino Mutante correspondente a Idéia Original impressa em seu destino.
A Lua, símbolo do Yin, do feminino, do inconsciente, do Nagual, dos ritmos biológicos, descortina possibilidades de acessar nossa ancestralidade, nossas origens, a pura fonte de onde brotam nossas virtudes, quando trabalhamos motivados pela energia de seus movimentos/fases.
Inspirado nestas idéias, desenvolvi um sistema de trabalho para resgatar a identidade dos Reinos Mutantes através de estímulos aos ressonadores Xi das Vias de Luz dos órgãos, conjugados às fases lunares correspondentes. Também agreguei a cada etapa do trabalho uma citação do Tratado de Sanación en el Arte del Soplo referente a cada Reino, procurando desta maneira estimular uma postura meditativa nas Virtudes Originais que buscamos desvelar neste processo.
O desenrolar deste “novelo” resultou nesta “novela”, como já dizia um antigo Mestre Taoísta Espanhol.
VIAJANDO PELOS REINOS
SOB A MUTANTE LUZ DA LUA
O MAPA DA VIAGEM
O Mapa que me foi dado para esta Viagem é o dos Cinco Reinos Mutantes, com o Reino da Terra ocupando a posição central, rodeada pelos outros Quatro Reinos (Água, Madeira, Fogo e Metal), onde a energia sempre circula de um Reino a outro passando pelo centro, pois, segundo nos conta a Tradição, esta formação, além de ser na forma de Cruz, simbolizando o Perfeito, coloca a Terra como centro de todos os processos, espaço de transformação e distribuição das energias; o grande Servidor.
O ritmo desta viagem será definido pelas quatro fases do ciclo lunar, onde a Lua Nova corresponderá ao Reino da Água, a Lua Crescente ao Reino da Madeira, a Lua Cheia ao Reino da Fogo e a Lua Minguante ao Reino do Metal. Caberá ao Reino da Terra, como já foi exposto, o papel de elemento de transição entre os Reinos, sendo sua Energia trabalhada no último dia de cada fase lunar e a dos demais no primeiro dia (o número de dias pode variar de um a três, de acordo com a inspiração do praticante). Cabe agora estabelecermos nosso roteiro, o Caminho Sanador que percorreremos nesta missão de resgate dos Reinos perdidos nas sombras do esquecimento de si mesmos.
Começaremos nossa caminhada pelo Reino da Água, morada da mais absoluta imobilidade onde repousa a Semente de todo movimento. É também o sítio onde são guardadas as energias que herdamos do Céu e cujo destino viemos cumprir. Estimularemos o ressonador Xi do Rim (R5-Shuiquan-Origem da Água), no primeiro dia da Lua Nova.
Faremos nossa primeira passagem pelo Reino da Terra, que como já dissemos é o Reino da transformação e distribuição, da grande Generosidade, onde faremos estimulação no ressonador Xi do Baço-Pâncreas (BP8-Diji-Força Motriz da Primeira Matéria), no último dia da Lua Nova, preparando a chegada do Reino da Madeira.
No primeiro dia da Lua Crescente entramos no Reino da Madeira, lugar de toda decisão e movimento, casa da Justiça e da Sinceridade, quando estimularemos o ressonador Xi do Fígado (F6-Zhongdu-Totalidade Central).
Nova passagem pelo Reino da Terra, no último dia da Lua Crescente, estimulando outra vez BP8-Diji, agora preparando a entrada no Reino do Fogo, sede do Shen, o Espírito do Conhecimento, onde no primeiro dia da Lua Cheia estimularemos o ressonador Xi do Coração (C6-Shigong-Pedra Sonora do Templo de Jade)
No último dia da Lua Cheia, passamos mais uma vez pela Terra, com nova estimulação em Diji-BP6 e entraremos no Reino do Metal, fiel depositário dos valores e virtudes do Rei, estimulando o ressonador do Pulmão (P6-Kongzui-Comunicação com o Superior) no primeiro dia da Lua Minguante.
E assim, de forma sucessiva e cíclica, teremos a oportunidade de trabalharmos o resgate da Energia Original desenhada para os Reinos, por ocasião de cada fase lunar, acompanhada das meditações específicas para cada um, como veremos no esquema a seguir.
Reino da Água
Ressonador Xi do Rim - R5 - Shuiquan (Origem da Água)
Estimular com massagem no primeiro dia da LUA NOVA.
Meditação
“Nace así la manifestación final de esta entidad visceral, que es LA FIRMEZA:
la firmeza en lo fundamental, en el quehacer, en esa RESPONSABILIDAD.
La firmeza del agua, que se adapta a cualquier recipiente sin dejar de ser agua;
La firmeza del agua que se mezcla con otros compuestos pero sigue siendo agua;
La firmeza del río que sortea los obstáculos pero siempre llega al mar.”
Reino da Madeira
Ressonador Xi do Fígado - F6 - Zhongdu (Totalidade Central)
Estimular com massagem no primeiro dia da LUA CRESCENTE.
Meditação
“El único vehículo que puede hacer posible la DECISIÓN en su momento adecuado
y evitar la aparición de la violencia, de la cólera inesperada e improcedente,
es La Verdad, La Sinceridad.
La Verdad en cada instante, en cada momento,
es la que hace posible la permanente decisión que siempre se ajusta a la situación.
La aliada de la mentira que hace imposible la decisión y favorece la ira y la cólera es la justificación, justificación para mentir, para decir verdades a medias,
para palabras mal interpretadas...
Con la Sinceridad, la decisión se vuelve el viento continuo
que transporta el fruto de la generosidad del hígado.”
Reino do Fogo
Ressonador Xi do Coração - C6 – Shigong (Pedra Sonora do Templo de Jade)
Estimular com massagem no primeiro dia da LUA CHEIA.
Meditação
“En el corazón encontramos la posibilidad de que el hombre recupere su identidad,
su nobleza, su intención, y se convierta en lo que es. Por eso, al recuperar el poder
del Emperador, el hombre manifiesta al exterior la autenticidad de su identidad.
Y, a través de LA PALABRA, que es la expresión del corazón —y que es um recuerdo del sonido del universo— lo que hace es identificarse en la posición que le corresponde dentro de ese universo, con el designio que para él está escrito en las estrellas.
Así debe ser el Emperador.”
Reino do Metal
Ressonador Xi do Pulmão - P6 – Kongzui (Comunicação com o Superior)
Estimular com massagem no primeiro dia da LUA MINGUANTE.
Meditação
“En el pulmón se encuentra el ALMA INSTINTIVA.
Las almas son las formas particulares de los espíritus universales.
Y el alma que alberga el pulmón, es la materialización de la energía cósmica
de las experiencias colectivas, por eso en él se almacena el RECUERDO,
el recuerdo instintivo universal, no solamente de su
especie sino de todas las demás especies y criaturas del universo.
El recuerdo permanente de lo que somos y de lo que tenernos que ser,
de lo que tenernos que hacer y hacia dónde tenemos que ir.”
Reino da Terra
Ressonador Xi do Baço-Pâncreas- BP8 – Diji(Força Motriz da Primeira Matéria)
Estimular com massagem no último dia de cada fase da lua,
preparando a energia do Reino Mutante seguinte.
Meditação
“Y en el Bazo, por conocer el todo, radica LA REFLEXIÓN.
La reflexión del bazo es un instante de silencio, un segundo de encontrarse,
una opción encaminada a recoger todos los acontecimientos que ocurren
en nuestro camino y darles un sentido, para poder luego,
sin obsesionarse, relacionarlos con el acontecimiento actual.
Cuando la reflexión es trascendente está ligada a la alegría de vivir,
está matizada por el recuerdo, por la nostalgia...
entonces es una reflexión ágil, mantenida. Cuando la reflexión trasciende su esquema
de seguridad, entonces adquiere el esquema del compromiso.
Así la reflexión construye, minuto a minuto, día a día, el rompecabezas que sitúa
nuestro hacer, nuestra actitud, dentro del plan universal.”
Lembrando que estas práticas, como tudo em nossa vida, devem ser feitas sob a inspiração dos ditames do CÉU. Assim, sugiro que iniciemos e encerremos estes trabalhos com uma postura de Meditação e Oração, para que o estímulo dos ressonadores seja mediado por uma INTENÇÃO de qualidade superior.
VIAJANDO NO VENTO
Ciente que o mais importante em todo processo Sanador é a Simplicidade e a Reta Intenção, tomo a liberdade de sugerir mais alguns procedimentos que, usados com consciência, poderão acrescentar em qualidade ao trabalho.
- O canto dos ressonadores – durante o processo de estímulo, podemos cantar/chamar os ressonadores pelos seus nomes originais.
- Mentalização de cores – sabendo que cada Reino Mutante tem uma cor que lhe é especifica, podemos visualizar a cor correspondente durante o estímulo ao ressonador, ou seja, azul para a Água, verde para a Madeira, vermelho para o Fogo, branco para o Metal e amarelo para a Terra.
- Direção – podemos nos voltar para o ponto cardeal relativo ao Reino Mutante, para recebermos as energias específicas que provêem de cada direção. Assim, nos voltamos para o Norte enquanto trabalhamos com o Reino da Água, para o Leste com a Madeira, para o Oeste com o Metal, para o Sul com o Fogo e quando trabalharmos a Terra, nos voltaremos para o ponto cardeal do Reino seguinte, por exemplo, se estivermos trabalhando com o Reino da Terra no último dia da fase lunar crescente (Madeira), nos voltaremos para o Sul preparando a energia do Reino Mutante do Fogo.
- Respiração – através do trabalho respiratório, inspirar a Energia do Céu e leva-la até o ressonador que estivermos estimulando.
Podemos assim agregar a este Trabalho Sanador diversos procedimentos, além dos citados, como Qi Gong, Puntura, etc, de acordo com o conhecimento, a criatividade e inspiração de cada um.
Para finalizar, gostaria de agradecer as dádivas que o Espírito da Vida tem me proporcionado e a oportunidade de retribuí-las, estando “Samurai”.
BIBLIOGRAFIA
La Estrella Fugaz – J.L.Padilla Corral
Tratado de Sanación em el Arte del Soplo – J.L.Padilla Corral
La Resurrección de lo Mediocre – J.L.Padilla Corral
Dicionário de Símbolos – Jean Chevalier/ Alain Gheerbrant
Dedico este singelo trabalho à minha amiga e Maestra Cris, cujo conhecimento e carinho inspiraram a sua realização.
Rômulo Pimenta
Escola Nei Jing-Belo Horizonte
Verão de 2010
Ano do Tigre de Metal
DOS REINOS MUTANTES
“A cada luminaria de su piel le puso un NOMBRE, como nombre tiene cada estrella, y cada una de ellas representaba una función en la totalidad, siendo a su vez cada una totalizadora. Y en cada lugar, descubrió que con la intención, con el tacto, con el sentido, con el frío y con el calor, podía hacer recuperar el equilibrio luminoso de su totalidad, y de esa forma recordarle al hombre cual era la posición que le correspondía en el Universo.”
La Estrella Fugaz
J. L. Padilla Corral
Em meio ao turbilhão de nossas vidas, vamos sendo inconscientemente arrastados para longe do Caminho de Liberdade e Criatividade que nos foi dado trilhar, transformados em robôs a serviço das hostes exploradoras do universo. Trabalho, família, lazer, estudos, amizades, todas as formas de socialização acabam, se estamos trabalhando “no automático”, borrando a mensagem original que trazemos estampada em nosso projeto de existência, transformando a nossa vida em uma enfadonha e tediosa repetição de padrões e chavões que nem ao menos são de nossa autoria, nos transformando em seres sem IDENTIDADE, meros escravos esquecidos de nossa HERANÇA E DESTINO CÓSMICOS.
Nesta batalha de resgate da nossa Essência Celeste, devemos usar de todas as possibilidades que tivermos em mãos para evitar e desfazer este processo perverso, se quisermos desfrutar de uma vida rica, plena e (a)venturosa.
Minha amiga e maestra Cris me orientou, segundo ensinamentos do mestre Padilla, a ativar através de massagem, o ressonador Xi do Meridiano do Rim (Shuiquan – Origem da Água) durante os três primeiros dias da lua nova, como forma de resgatar a identidade do Reino Mutante da Água.
Segundo a Tradição, os ressonadores Xi (também chamados de Alarme ou de Acúmulo), possuem a propriedade de relembrar ao Reino Mutante correspondente a Idéia Original impressa em seu destino.
A Lua, símbolo do Yin, do feminino, do inconsciente, do Nagual, dos ritmos biológicos, descortina possibilidades de acessar nossa ancestralidade, nossas origens, a pura fonte de onde brotam nossas virtudes, quando trabalhamos motivados pela energia de seus movimentos/fases.
Inspirado nestas idéias, desenvolvi um sistema de trabalho para resgatar a identidade dos Reinos Mutantes através de estímulos aos ressonadores Xi das Vias de Luz dos órgãos, conjugados às fases lunares correspondentes. Também agreguei a cada etapa do trabalho uma citação do Tratado de Sanación en el Arte del Soplo referente a cada Reino, procurando desta maneira estimular uma postura meditativa nas Virtudes Originais que buscamos desvelar neste processo.
O desenrolar deste “novelo” resultou nesta “novela”, como já dizia um antigo Mestre Taoísta Espanhol.
VIAJANDO PELOS REINOS
SOB A MUTANTE LUZ DA LUA
O MAPA DA VIAGEM
O Mapa que me foi dado para esta Viagem é o dos Cinco Reinos Mutantes, com o Reino da Terra ocupando a posição central, rodeada pelos outros Quatro Reinos (Água, Madeira, Fogo e Metal), onde a energia sempre circula de um Reino a outro passando pelo centro, pois, segundo nos conta a Tradição, esta formação, além de ser na forma de Cruz, simbolizando o Perfeito, coloca a Terra como centro de todos os processos, espaço de transformação e distribuição das energias; o grande Servidor.
O ritmo desta viagem será definido pelas quatro fases do ciclo lunar, onde a Lua Nova corresponderá ao Reino da Água, a Lua Crescente ao Reino da Madeira, a Lua Cheia ao Reino da Fogo e a Lua Minguante ao Reino do Metal. Caberá ao Reino da Terra, como já foi exposto, o papel de elemento de transição entre os Reinos, sendo sua Energia trabalhada no último dia de cada fase lunar e a dos demais no primeiro dia (o número de dias pode variar de um a três, de acordo com a inspiração do praticante). Cabe agora estabelecermos nosso roteiro, o Caminho Sanador que percorreremos nesta missão de resgate dos Reinos perdidos nas sombras do esquecimento de si mesmos.
Começaremos nossa caminhada pelo Reino da Água, morada da mais absoluta imobilidade onde repousa a Semente de todo movimento. É também o sítio onde são guardadas as energias que herdamos do Céu e cujo destino viemos cumprir. Estimularemos o ressonador Xi do Rim (R5-Shuiquan-Origem da Água), no primeiro dia da Lua Nova.
Faremos nossa primeira passagem pelo Reino da Terra, que como já dissemos é o Reino da transformação e distribuição, da grande Generosidade, onde faremos estimulação no ressonador Xi do Baço-Pâncreas (BP8-Diji-Força Motriz da Primeira Matéria), no último dia da Lua Nova, preparando a chegada do Reino da Madeira.
No primeiro dia da Lua Crescente entramos no Reino da Madeira, lugar de toda decisão e movimento, casa da Justiça e da Sinceridade, quando estimularemos o ressonador Xi do Fígado (F6-Zhongdu-Totalidade Central).
Nova passagem pelo Reino da Terra, no último dia da Lua Crescente, estimulando outra vez BP8-Diji, agora preparando a entrada no Reino do Fogo, sede do Shen, o Espírito do Conhecimento, onde no primeiro dia da Lua Cheia estimularemos o ressonador Xi do Coração (C6-Shigong-Pedra Sonora do Templo de Jade)
No último dia da Lua Cheia, passamos mais uma vez pela Terra, com nova estimulação em Diji-BP6 e entraremos no Reino do Metal, fiel depositário dos valores e virtudes do Rei, estimulando o ressonador do Pulmão (P6-Kongzui-Comunicação com o Superior) no primeiro dia da Lua Minguante.
E assim, de forma sucessiva e cíclica, teremos a oportunidade de trabalharmos o resgate da Energia Original desenhada para os Reinos, por ocasião de cada fase lunar, acompanhada das meditações específicas para cada um, como veremos no esquema a seguir.
Reino da Água
Ressonador Xi do Rim - R5 - Shuiquan (Origem da Água)
Estimular com massagem no primeiro dia da LUA NOVA.
Meditação
“Nace así la manifestación final de esta entidad visceral, que es LA FIRMEZA:
la firmeza en lo fundamental, en el quehacer, en esa RESPONSABILIDAD.
La firmeza del agua, que se adapta a cualquier recipiente sin dejar de ser agua;
La firmeza del agua que se mezcla con otros compuestos pero sigue siendo agua;
La firmeza del río que sortea los obstáculos pero siempre llega al mar.”
Reino da Madeira
Ressonador Xi do Fígado - F6 - Zhongdu (Totalidade Central)
Estimular com massagem no primeiro dia da LUA CRESCENTE.
Meditação
“El único vehículo que puede hacer posible la DECISIÓN en su momento adecuado
y evitar la aparición de la violencia, de la cólera inesperada e improcedente,
es La Verdad, La Sinceridad.
La Verdad en cada instante, en cada momento,
es la que hace posible la permanente decisión que siempre se ajusta a la situación.
La aliada de la mentira que hace imposible la decisión y favorece la ira y la cólera es la justificación, justificación para mentir, para decir verdades a medias,
para palabras mal interpretadas...
Con la Sinceridad, la decisión se vuelve el viento continuo
que transporta el fruto de la generosidad del hígado.”
Reino do Fogo
Ressonador Xi do Coração - C6 – Shigong (Pedra Sonora do Templo de Jade)
Estimular com massagem no primeiro dia da LUA CHEIA.
Meditação
“En el corazón encontramos la posibilidad de que el hombre recupere su identidad,
su nobleza, su intención, y se convierta en lo que es. Por eso, al recuperar el poder
del Emperador, el hombre manifiesta al exterior la autenticidad de su identidad.
Y, a través de LA PALABRA, que es la expresión del corazón —y que es um recuerdo del sonido del universo— lo que hace es identificarse en la posición que le corresponde dentro de ese universo, con el designio que para él está escrito en las estrellas.
Así debe ser el Emperador.”
Reino do Metal
Ressonador Xi do Pulmão - P6 – Kongzui (Comunicação com o Superior)
Estimular com massagem no primeiro dia da LUA MINGUANTE.
Meditação
“En el pulmón se encuentra el ALMA INSTINTIVA.
Las almas son las formas particulares de los espíritus universales.
Y el alma que alberga el pulmón, es la materialización de la energía cósmica
de las experiencias colectivas, por eso en él se almacena el RECUERDO,
el recuerdo instintivo universal, no solamente de su
especie sino de todas las demás especies y criaturas del universo.
El recuerdo permanente de lo que somos y de lo que tenernos que ser,
de lo que tenernos que hacer y hacia dónde tenemos que ir.”
Reino da Terra
Ressonador Xi do Baço-Pâncreas- BP8 – Diji(Força Motriz da Primeira Matéria)
Estimular com massagem no último dia de cada fase da lua,
preparando a energia do Reino Mutante seguinte.
Meditação
“Y en el Bazo, por conocer el todo, radica LA REFLEXIÓN.
La reflexión del bazo es un instante de silencio, un segundo de encontrarse,
una opción encaminada a recoger todos los acontecimientos que ocurren
en nuestro camino y darles un sentido, para poder luego,
sin obsesionarse, relacionarlos con el acontecimiento actual.
Cuando la reflexión es trascendente está ligada a la alegría de vivir,
está matizada por el recuerdo, por la nostalgia...
entonces es una reflexión ágil, mantenida. Cuando la reflexión trasciende su esquema
de seguridad, entonces adquiere el esquema del compromiso.
Así la reflexión construye, minuto a minuto, día a día, el rompecabezas que sitúa
nuestro hacer, nuestra actitud, dentro del plan universal.”
Lembrando que estas práticas, como tudo em nossa vida, devem ser feitas sob a inspiração dos ditames do CÉU. Assim, sugiro que iniciemos e encerremos estes trabalhos com uma postura de Meditação e Oração, para que o estímulo dos ressonadores seja mediado por uma INTENÇÃO de qualidade superior.
VIAJANDO NO VENTO
Ciente que o mais importante em todo processo Sanador é a Simplicidade e a Reta Intenção, tomo a liberdade de sugerir mais alguns procedimentos que, usados com consciência, poderão acrescentar em qualidade ao trabalho.
- O canto dos ressonadores – durante o processo de estímulo, podemos cantar/chamar os ressonadores pelos seus nomes originais.
- Mentalização de cores – sabendo que cada Reino Mutante tem uma cor que lhe é especifica, podemos visualizar a cor correspondente durante o estímulo ao ressonador, ou seja, azul para a Água, verde para a Madeira, vermelho para o Fogo, branco para o Metal e amarelo para a Terra.
- Direção – podemos nos voltar para o ponto cardeal relativo ao Reino Mutante, para recebermos as energias específicas que provêem de cada direção. Assim, nos voltamos para o Norte enquanto trabalhamos com o Reino da Água, para o Leste com a Madeira, para o Oeste com o Metal, para o Sul com o Fogo e quando trabalharmos a Terra, nos voltaremos para o ponto cardeal do Reino seguinte, por exemplo, se estivermos trabalhando com o Reino da Terra no último dia da fase lunar crescente (Madeira), nos voltaremos para o Sul preparando a energia do Reino Mutante do Fogo.
- Respiração – através do trabalho respiratório, inspirar a Energia do Céu e leva-la até o ressonador que estivermos estimulando.
Podemos assim agregar a este Trabalho Sanador diversos procedimentos, além dos citados, como Qi Gong, Puntura, etc, de acordo com o conhecimento, a criatividade e inspiração de cada um.
Para finalizar, gostaria de agradecer as dádivas que o Espírito da Vida tem me proporcionado e a oportunidade de retribuí-las, estando “Samurai”.
BIBLIOGRAFIA
La Estrella Fugaz – J.L.Padilla Corral
Tratado de Sanación em el Arte del Soplo – J.L.Padilla Corral
La Resurrección de lo Mediocre – J.L.Padilla Corral
Dicionário de Símbolos – Jean Chevalier/ Alain Gheerbrant
Dedico este singelo trabalho à minha amiga e Maestra Cris, cujo conhecimento e carinho inspiraram a sua realização.
Rômulo Pimenta
Escola Nei Jing-Belo Horizonte
Verão de 2010
Ano do Tigre de Metal
terça-feira, 18 de maio de 2010
CONTO TAOÍSTA

"No início, a criação. O céu e a terra.
Os dois se tocam formando o homem no meio do céu e da terra.
A natureza e todas as coisas, o todo unido e simbolizado pelo Tao.
O homem sai em busca do conhecimento.
Ele o conquista e traz para si, para o seu interior, e tudo que aprende ele devolve ao mundo, através de seus atos,
recebendo em troca a sabedoria.
O homem aprende e abre o seu coração.
E quando o coração está aberto, pleno de bondade e quietude, os pássaros vem cantar em seu jardim.
Parte em busca de novas fronteiras e nessa busca, procura os céus que generosamente lhe concedem mais sabedoria
que ele incorpora, e procura transmitir ao mundo.
Mas muitas coisas o mundo não compreende e o agride, ele se defende e retira todos os obstáculos de seu caminho.
Como a cegonha, ele limpa seus obstáculos e prossegue seu caminhar pelo mundo.
E se depara então próximo ao mar, senta à beira da praia e observa o fluir das ondas em seu contínuo ir e vir e compreende que sua vida se assemelha às ondas, em seu constante ciclo de ir e vir.
Se levanta e continua o seu caminho, a seguir, começa a observar os animais.
O homem que se julgava a maior e melhor obra da criação, inveja a liberdade do vôo das aves, mas para a conquista desta liberdade o homem deve sair para a luta e enfrentar os desafios da vida, lutando como um tigre na floresta.
Ao caminhar pela floresta o tigre não faz barulho, ele é silencioso, tão leve quanto o bater das asas de uma ave.
Assim deve ser o homem e sua caminhada pelo mundo. Caminhar sem fazer barulho algum, sem fazer alarde, viver sua vida com naturalidade estando sempre em profunda perfeição.
E assim continua seu caminho indo em todas as direções, buscando experiências diversas, andando, expandindo-se, interagindo com a natureza que o cerca.
Mas a vida do homem é muito turbulenta e ele baila frente às dificuldades. Ora se encontra no céu ora nas mais tortuosas e profundas dores da terra, mas quando se está no fundo o único caminho é para cima.
Então o homem volta-se para o céu e retorna à terra prosseguindo a sua jornada, almejando novos horizontes.
Neste momento ele se encontra no ponto importantíssimo de sua caminhada. Ele se depara com uma montanha, a montanha simboliza um grande obstáculo de cada um de nós que deve ser enfrentado.
O discípulo do Tai-Chi não fugirá da luta, jamais, Pois sabe que a montanha e todas as coisas que surgem no seu caminho, são elementos de aprendizado para sua experiência na terra. Libera sua força e ataca como um tigre e se defende como tigre, usa energia de seu interior e a expande.
Prossegue sua jornada lutando, estando sempre no limiar de situações aparentemente antagônicas.
O homem agradece este presente dos céus e regressa à terra. E nisso, surge um lago de águas calmas e brilhantes simbolizando um problema do interior do guerreiro, um problema espiritual, que não pode ser enfrentado com socos e pontapés.
O sábio, ao encontrar o lago, caminha com uma máxima suavidade por sobre as águas, tornando-se leve como o vento, leve como um espírito,
atravessando até chegar à sua margem e então ele olhará para o lago e para os novos horizontes.
Continua o seu caminhar, porém seus passos não são como de início, são mais belos e harmoniosos apreciando novas situações.
Até que o nosso caminhante se depara com o bruxo, o mago, a personificação do medo do desconhecido. O bruxo somente estará morto pela flecha da sabedoria, removendo o sentimento de terror e ignorância que caia na consciência dos homens.
Depois de ter enfrentado seus fantasmas, o nosso venerável guerreiro caminha guiado pela sua consciência e encontra o monge,
o mestre, o sábio, que aponta uma nova direção, mudando o seu rumo. Ele segue esta orientação tranqüilo. Porém, no terceiro passo, ele se depara com um abismo e decide saltar, retornar é o caminho dos covardes.
O nosso guerreiro se encontra no fundo do abismo envolto pela escuridão e como uma serpente ele rasteja pela lama do fundo do abismo
sem enxergar uma direção a seguir, rastejando; sujando-se de lama, ele percebe que, como uma serpente, deve levantar, erguer-se para avistar novos horizontes. Neste momento ocorre a morte do velho guerreiro e o nascimento de um novo homem que observa no horizonte distante uma luz e resolve ir na sua direção, porém percebe algo estranho, quanto mais ele caminha na sua direção mais ela se afasta.
Então ele pára e medita, e decide caminhar em direção oposta, caminhando para o seu interior.
Procurou tanto nas coisas externas e quando ele se volta para o seu interior ocorre a iluminação. A felicidade brota no seu ser e ele está livre para alçar o vôo, como uma gota de água no oceano que se evapora, cai com a chuva formando os rios; mas não há outro destino senão retornar ao grande oceano.
Liberto ele voa retornando ao lar, retornando ao grande Tao. E este homem já não sabe mais o que é o céu
nem a terra, pois ele e toda a natureza, tudo que está a sua volta são uma coisa só".
Wu San Dji Tao
sábado, 15 de maio de 2010
OS VERSOS DOURADOS DE PITÁGORAS

01. Honra em primeiro lugar os deuses imortais, como manda a lei.02. A seguir, reverencia o juramento que fizeste.03. Depois os heróis ilustres, cheios de bondade e luz.04. Homenageia, então, os espíritos terrestres e manifesta por eles o devido respeito.05. Honra em seguida a teus pais, e a todos os membros da tua família.06. Entre os outros, escolhe como amigo o mais sábio e virtuoso.07. Aproveita seus discursos suaves, e aprende com os atos dele que são úteis e virtuosos.08. Mas não afasta teu amigo por um pequeno erro.09. Porque o poder é limitado pela necessidade.10. Leva bem a sério o seguinte: Deves enfrentar e vencer as paixões.11. Primeiro a gula, depois a preguiça, a luxúria, e a raiva.12. Não faz junto com outros, nem sozinho, o que te dá vergonha.13. E, sobretudo, respeita a ti mesmo.14. Pratica a justiça com teus atos e com tuas palavras.15. E estabelece o hábito de nunca agir impensadamente.16. Mas lembra sempre um fato, o de que a morte virá a todos.17. E que as coisas boas do mundo são incertas, e assim como podem ser conquistadas, podem ser perdidas.18. Suporta com paciência e sem murmúrio a tua parte, seja qual for.19. Dos sofrimentos que o destino determinado pelos deuses lança sobre os seres humanos.20. Mas esforça-te por aliviar a tua dor no que for possível.21. E lembra que o destino não manda muitas desgraças aos bons.22. O que as pessoas pensam e dizem varia muito; agora é algo bom, em seguida é algo mau.23. Portanto, não aceita cegamente o que ouves, nem o rejeita de modo precipitado.24. Mas se forem ditas falsidades, retrocede suavemente e arma-te de paciência.25. Cumpre fielmente, em todas as ocasiões, o que te digo agora.26. Não deixa que ninguém, com palavras ou atos,27. Te leve a fazer ou dizer o que não é melhor para ti.28. Pensa e delibera antes de agir, para que não cometas ações tolas.29. Porque é próprio de um homem miserável agir e falar impensadamente.30. Mas faze aquilo que não te trará aflições mais tarde, e que não te causará arrependimento.31. Não faze nada que sejas incapaz de entender.32. Porém, aprende o que for necessário saber; deste modo, tua vida será feliz.33. Não esquece de modo algum a saúde do corpo.34. Mas dá a ele alimento com moderação, o exercício necessário e também repouso à tua mente.35. O que quero dizer com a palavra moderação é que os extremos devem ser evitados.36. Acostuma-te a uma vida decente e pura, sem luxúria.37. Evita todas as coisas que causarão inveja.38. E não comete exageros. Vive como alguém que sabe o que é honrado e decente.39. Não age movido pela cobiça ou avareza. É excelente usar a justa medida em todas estas coisas.40. Faze apenas as coisas que não podem ferir-te, e decide antes de fazê-las.41. Ao deitares, nunca deixe que o sono se aproxime dos teus olhos cansados,42. Enquanto não revisares com a tua consciência mais elevada todas as tuas ações do dia.43. Pergunta: "Em que errei? Em que agi corretamente? Que dever deixei de cumprir?"44. Recrimina-te pelos teus erros, alegra-te pelos acertos.45. Pratica integralmente todas estas recomendações. Medita bem nelas. Tu deves amá-las de todo o coração.46. São elas que te colocarão no caminho da Virtude Divina.47. Eu o juro por aquele que transmitiu às nossas almas o Quaternário Sagrado.48. Aquela fonte da natureza cuja evolução é eterna.49. Nunca começa uma tarefa antes de pedir a bênção e a ajuda dos Deuses.50. Quando fizeres de tudo isso um hábito,51. Conhecerás a natureza dos deuses imortais e dos homens,52. Verás até que ponto vai a diversidade entre os seres, e aquilo que os contém, e os mantém em unidade.53. Verás então, de acordo com a Justiça, que a substância do Universo é a mesma em todas as coisas.54. Deste modo não desejarás o que não deves desejar, e nada neste mundo será desconhecido de ti.55. Perceberás também que os homens lançam sobre si mesmos suas próprias desgraças, voluntariamente e por sua livre escolha.56. Como são infelizes! Não vêem, nem compreendem que o bem deles está ao seu lado.57. Poucos sabem como libertar-se dos seus sofrimentos.58. Este é o peso do destino que cega a humanidade.59. Os seres humanos andam em círculos, para lá e para cá, com sofrimentos intermináveis,60. Porque são acompanhados por uma companheira sombria, a desunião fatal entre eles, que os lança para cima e para baixo sem que percebam.61. Trata, discretamente, de nunca despertar desarmonia, mas foge dela!62. Oh Deus nosso Pai, livra a todos eles de sofrimentos tão grandes.63. Mostrando a cada um o Espírito que é seu guia.64. Porém, tu não deves ter medo, porque os homens pertencem a uma raça divina.65. E a natureza sagrada tudo revelará e mostrará a eles.66. Se ela comunicar a ti os teus segredos, colocarás em prática com facilidade todas as coisas que te recomendo.67. E ao curar a tua alma a libertarás de todos estes males e sofrimentos.68. Mas evita as comidas pouco recomendáveis para a purificação e a libertação da alma.69. Avalia bem todas as coisas,70. Buscando sempre guiar-te pela compreensão divina que tudo deveria orientar.71. Assim, quando abandonares teu corpo físico e te elevares no éter.72. Serás imortal e divino, terás a plenitude e não mais morrerás.
Tetraktys. Número sagrado e fundamental dos pitagóricos pelo qual juravam fidelida-de. Simboliza a unidade origem e principio, a dualidade das oposições e as complementari-dades e o triunfo da trindade, que finalmente se desprende no universo do quatro. 1 + 2 + 3 + 4 = 10, a unidade expandida na manifestação, = 1 + 0 = 1, o retorno à unidade de origem.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
MENS SANA IN CORPORE SANO

Mens sana in corpore sano ("uma mente sã num corpo são") é uma famosa citação latina, derivada da Sátira X do poeta romano Juvenal. No contexto, a frase é parte da resposta do autor à questão sobre o que as pessoas deveriam desejar na vida (tradução livre):
Deve-se pedir em oração que a mente seja sã num corpo são.
Peça uma alma corajosa que careça do temor da morte,
que ponha a longevidade em último lugar entre as bênçãos da natureza,
que suporte qualquer tipo de labores,
desconheça a ira, nada cobice e creia mais
nos labores selvagens de Hércules do que
nas satisfações, nos banquetes e camas de plumas de um rei oriental.
Revelarei aquilo que podes dar a ti próprio;
Certamente, o único caminho de uma vida tranquila passa pela virtude.
orandum est ut sit mens sana in corpore sano.
fortem posce animum mortis terrore carentem,
qui spatium uitae extremum inter munera ponat
naturae, qui ferre queat quoscumque labores,
nesciat irasci, cupiat nihil et potiores
Herculis aerumnas credat saeuosque labores
et uenere et cenis et pluma Sardanapalli.
monstro quod ipse tibi possis dare; semita certe
tranquillae per uirtutem patet unica uitae.
(10.356-64)
sábado, 3 de abril de 2010
MEDITAÇÃO GASSHO

Gassho é um cumprimento usado em várias tradições budistas e em numerosas culturas por toda a Ásia. Significa saudação, solicitação, reverência, agradecimento, respeito…
Os praticantes de yoga também fazem o Gassho, dando-lhe o nome de Namastê, traduzindo-o para a expressão "O Deus em mim saúda o Deus em você”.
Nas tradições budistas é costume fazer o Gassho como uma forma de respeito ao próximo ao considerarmos que o próximo tem, dentro de si, o potencial para se tornar um buda e, por isso, é digno de respeito.
O Mestre Dogen Zenji, fundador da Escola Soto Zen, disse uma vez: “Enquanto houver reverências verdadeiras, o caminho de Buda não se deteriorá”. Ao fazermos reverências, nós integralmente prestamos respeito à virtude que tudo invade de sabedoria, que é o próprio Buda.
Esta posição é normalmente conhecida no Ocidente como posição de oração. Nas práticas do Reiki, consiste em colocar as mãos com as palmas unidas, junto ao chakra do coração, com os dedos polegares a tocarem o centro do peito, duma forma relaxada. Os olhos são fechados.
Antes de começar um tratamento, o praticante concentra a atenção no ponto onde ambos os dedos médios se tocam para ajudar a esquecer o mundo que o rodeia e servir de «fio condutor» da Luz da Energia Vital Universal.
A posição gassho é também utilizada como posição de meditação.
Para fazer esta meditação coloque-se numa posição confortável, com as mãos na posição Gassho e feche os olhos. Concentre o pensamento nas mãos e tente abstrair-se de todos os pensamentos que o envolvem. Durante a meditação observe apenas as imagens ou pensamentos que lhe surgem na mente sem fazer qualquer tipo de análise, simplesmente observe e não tente comandar a mente durante este processo. Caso sinta algum desconforto em estar com as mãos nesta posição, sem as desencostar eleve-as e depois volte a colocar na mesma posição. Tente manter a coluna direita sem se sentir incomodado.
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